quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Aula do dia 22/09 - portfólio

A professora fez considerações sobre a apresentação do Gabriel e Thiago, sobre Bruner. Comentou que é interessante buscar mais referências e pensar em metodologias diferenciadas de apresentação. Gabriel leu as palavras do glossário de Bruner, e leu a definição de algumas, como currículo em espiral, reforço, economia e cultura. 

Seguindo a sugestão de alguns mestrandos, agora em cada aula será feita a leitura de um diário de bordo, sendo que neste dia foi a vez do Thiago Alexandrino. Clarina leu suas percepções pessoais. Concordo com ela, pois também tenho dificuldades em escrever minhas percepções pessoais de cada aula.

A professora fez alguma considerações sobre os portfólios. Disse que ficou com vontade de assistir várias das aulas. Também comentou da necessidade de respeitar uma formatação e seguir normas da ABNT. Quanto aos objetivos de um plano de aula, sugeriu pensarmos assim: o estudante deverá ser capaz de... . A avaliação eu fiz de forma vaga, e iniciando com verbos no infinitivo, parecendo objetivos, porém a professora ressaltou que a avaliação precisa ser mais detalhada e criteriosa, sem começar com verbos no infinitivo. Usar o termo estudante ao invés de aluno. 

Não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal que se inicia o segundo elemento. Exemplos: infraestrutura, autoescola, socioeconômico. Portanto, escreve-se sociointeracionismo. Só para confirmar, no site da Academia Brasileira de Letras, usei a opção ABL responde para tirar essa dúvida, e me responderam que se escreve sociointeracionismo.

A professora continuou a falar do sociointeracionismo. No qual, o aluno é ativo, é um sujeito historicamente situado. O professor é um mediador, atua na zona de desenvolvimento proximal, é o engenheiro da ponte. A ZDP está entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial. Situar o aluno historicamente não é ficar a aula inteira falando de história, mas sim contextualizar o conteúdo em questão. O conteúdo é historicamente produzido pela humanidade e reelaborado individual e coletivamente através de interações. A escola é dinâmica, interativa e torna acessível o conhecimento historicamente elaborado. A linguagem e o pensamento ocorrem juntos, está é uma das grandes diferenças entre o sociointeracionismo e o construtivismo, pois no construtivismo o pensamento precede a linguagem. No sociointeracionismo a aprendizagem precede o desenvolvimento. A avaliação pode ser feita por meio de auto-avaliação, produções, anotações e registros. Avalia-se para verificar os avanços e entraves. O principal representante do sociointeracionismo é o russo Vygostky.

A professora construiu o seguinte quadro comparativo:


Construtivismo
Sociointeracionismo
Ênfase
Biológico (não nega o social)
Social (não nega o biológico)
Professor
Orientador
Mediador
Aluno
Ativo
Ativo
Pensamento e linguagem
Primeiro o pensamento depois a linguagem
Ocorrem juntos
Desenvolvimento e aprendizagem
Desenvolvimento (biológico) precede a aprendizagem
Aprendizagem precede o desenvolvimento (como um todo)


Depois do lanche iniciamos as apresentação dos planos de aula. Cada um pegou um plano de um outro qualquer na tentativa de identificar o autor utilizado. Ulises iniciou apresentando o plano de Clarina, que não trata exatamente de um autor, mas do conexionismo, que ainda não estudamos. Surgiu uma discussão entre os termos massa e peso, que são conceitos diferentes. Depois Maria Beatriz apresentou o plano do Gabriel, identificando-o como sociointeracionista, mas o plano seguia Bruner. Pedro apresentou o plano de Ana, e não teve muita dificuldade para identificar o autor, pois apareceram palavras como conhecimento prévio e aprendizagem significativa, portanto o autor usado foi Ausubel. Ana sugeriu continuarmos as apresentações na forma de amigo-secreto, então Ana apresentou o plano do Thiago Alex, com uma historinha do DNA, seguindo o conexionismo. Um dos aspectos notados foram os exercícios repetitivos. Thiago Alex apresentou o plano de Mário, sendo que este utilizou Paulo Freire. Foi possível identificar na questão das lâmpadas, analisar seu uso, os diferentes tipos de lâmpada... Mário apresentou o plano da Mayara que usou Gardner, identifica-se isso pela atividade de uma parodia, visando a inteligência musical. A professora deixou que Sandra apresentasse sua aula, pois ela entendeu que além de trazer o plano impresso era pra executar aula. Foi uma aula muito legal, a princípio era pra ser baseada em Vygotsky, mas ficou mais para uma aula construtivista. Infelizmente não conseguimos apresentar todos os planos (só 6). Então a cada aula será apresentado um plano.


Percepções pessoais: muito legal ver aulas de conteúdos diferentes e tanta criatividade.


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