quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Aula dia 01/09/15 - Ausubel

Relatório da aula do dia 01/09/15. A professora iniciou dando instruções de como fazer o mural. A intenção é fazer um quadro comparativo entre as concepções dos autores. Foi apresentado o número de acertos por questão daquele questionário que fizemos sem consultar nada. Recebemos o questionário. Foram lidos dois diários, por sorte não o meu, percebi que deixei vários detalhes de fora, mas um dia vai chegar a minha vez...

A professora apresentou algumas correntes de aprendizagem: inatismo, ambientalismo, construtivismo e sócio-interacionismo. Em linhas gerais, o Ambientalismo diz que tudo vem do ambiente. O Construtivismo dá ênfase ao biológico, mas não despreza aspectos sociais. O Sócio interacionismo enfatiza a interação social, mas não desconsidera questões genéticas e ambientais
.
Discutimos com mais detalhes o inatismo. As características são herdadas, aquela história de filho de peixe, peixinho é, que se seu irmão é de tal forma você também é. Como a Pâmela nos contou, um aluno de 5 anos já afirmava que a Matemática é difícil, tendo em vista a experiência de seu irmão. Assim como a professora colocou, isso também ocorre na universidade, como no caso do curso de Licenciatura em Matemática na disciplina de Análise Real. Desde já ouvimos que é terrível, muito difícil, e criamos esse preconceito (e medo). (Ps.: Realmente foi uma das disciplinas mais difíceis do curso, mas até que não foi impossível.)

No inatismo o professor transmite o conhecimento. Abre-se a cabeça do aluno e lá o professor despeja o conteúdo. Isso me fez lembrar da educação bancária.

Além disso, o professor segue o livro didático de cabo a rabo. O conhecimento fica restrito. Lembrando que usar quadro e giz não implica numa aula tradicional, o que interfere e a postura do professor e sua metodologia.


Ressaltamos que é importante o professor dominar conteúdo, e saber pra que serve. Confesso que tenho dificuldades para encontrar aplicações para alguns tantos conteúdos da Matemática.

Depois da deliciosa torta preparada pela esposa do Ulises, Ana e Carla iniciaram sua apresentação sobre Ausubel (1918-2008). Para Ausubel (1968) a escola é opressora, humilhante um cárcere. Seguindo a teoria de Ausubel, elas conduziram a atividade: O que já conhecemos?, a fim de coletar conhecimentos prévios que tínhamos sobre Ausubel e aprendizagem significativas. O conhecimento prévio precisa de ajustes. Já o subsunçor é um conhecimento prévio que não sofrerá grandes modificações.

Na concepção de Ausubel a aprendizagem é tida como processo de cognição por meio dos quais o mundo ganha significado. É o esforço do aprendiz em ligar seus novos conhecimentos aos seus conhecimentos anteriores, e portanto atribuir um novo significado à realidade.

Outras palavras-chave: Ancoragem e acomodação, que é uma sedimentação do conhecimento.

Aqui o aluno é ativo, deve interagir, ser pré-disposto - deve se mostrar disposto a aprender. Essa parte do aluno se mostrar interessado e disposto em aprender penso que não é tão comum de ocorrer. Por isso a importância de buscar conteúdos de interesse dos alunos.

A aprendizagem significativa ocorre de três maneiras distintas: aprendizagem representacional, aprendizagem de conceitos e  aprendizagem proposicional. A aprendizagem significativa pode ser: subordinada, superordenada e combinatória.

Moreira considera três tipos de aprendizagem: cognitiva, afetiva e psicomotora.

Ausubel enfatiza a cognição mas não descarta os outros tipos de aprendizagem. A aprendizagem psicomotora é um treinamento,  uma aprendizagem mecânica. A aprendizagem mecânica é vista como um facilitador para a aprendizagem significativa, como exemplo falamos sobre a tabuada. Porque facilita você saber 7 x 8 de cor (aprendizagem mecânica) do que fazer sete conjuntos com oito unidades e contar tudo. Mas em caso de esquecimento, tendo aprendido o significado de multiplicação, é possível chegar no resultado.


Dentre tantas dificuldades em sala de aula uma que comentamos é a quantidade de alunos por sala. Como a professora citou, Frenet recomenda 25 alunos por sala, o que na prática nem sempre acontece. Já dei algumas aulas para uma turma com 40 alunos e outra com 20, a diferença é palpável, foi muito melhor de se trabalhar na turma com 20 alunos.

Na teoria de Ausubel o papel do professor consiste em identificar e organizar os conhecimentos prévios dos alunos, ensinar de acordo com os conhecimentos prévios e ser encorajador.

Agora, uma questão difícil é a avaliação dentro dessa teoria. Não faz sentido trabalhar os conteúdos de forma diferenciada e as avaliações serem apenas do tipo tradicional. Lembrando que a avaliação deve ser individualizada. Uma saída seria avaliar em todas as aulas através de observações, registros escritos, prova, questão rápida, roda de conversa...

E claro, em se tratando de Ausubel não poderiam faltar os mapas conceituais, que eu imaginava ser criação do próprio Ausubel, mas como a Professora e o Tiago sem H colocaram, é uma criação de Novak! Estes mapas tem por maior objetivo uma auto-avaliação. São usadas palavras-chave e não se recomenda ligantes, fazendo se necessário ter o poder de síntese. Fiz uma mapa na disciplina de Psicologia II, mas com meu poder de síntese limitado acabei usando muitos ligantes...

Encerramos com um vídeo de um vaso mágico, mostrando os processos de ensino e aprendizagem.


Glossário Ausubel

Mural Ausubel

Apresentação Ausubel

Contribuições da professora sobre Ausubel.

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