sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Aula do dia 15/09 - Bruner

Relato da aula do dia 15/09.

A professora comentou sobre os portfólios. Percepção pessoal: achei difícil relacionar o autor que vou apresentar, Gardner, com conteúdos de Cálculo Diferencial e Integral II, mas tentei... A professora fez algumas considerações sobre a apresentação do Jakson e do Mário, sobre Paulo Freire, ainda comentamos sobre o vídeo provocativo. Só por curiosidade, a fanpage Movimento Dogma: Fora Paulo Freire, já tem quase 1500 curtis! Deve ter aqueles que curtiram sem saber realmente o que o movimento apoia, assim como a professora citou o exemplo do aluno que acha que o nazismo também tem seus pontos positivos...

Sandra prontificou-se a ler seu diário de bordo, provocada pelo vídeo, ela encontrou um artigo argumentando a favor de Paulo Freire. Além disso, citou um exemplo de que fizeram recortes das obras de Darwin de tal forma que concluíram que Darwin era racista. Então a professora passou a dica de termos cuidado ao recortar trechos de um trabalho sem distorcê-lo. 

O outro diário de bordo, por sorteio, foi lido pela Mayara. Ressaltamos que o diário de bordo é uma boa ferramenta de revisão. A professora até sugeriu juntar todos os diários e fazer um livro, quem sabe...

Jakson leu todas as palavras do glossário sobre Paulo Freire, sendo que leu algumas definições, como temas geradores, papel diretivo e utopia. Foi levantada a questão de que Paulo Freire alfabetizou 300 pessoas em 45 dias, isso sem dúvida é um marco histórico. 

A professora continuou a apresentação das correntes, dessa vez explanando o construtivismo, que tem o foco na maturação biológica, e um dos seus principais representantes é Piaget. No construtivismo, o aluno é um sujeito ativo, que deve ir além do que é visto em sala de aula e não ficar de braços cruzados. O professor deve propor situações desafiadoras (problemas). O professor orienta, não monopoliza é o animador da inteligência coletiva. O conteúdo  é construído pelo sujeito a partir das interações. De acordo com a professora, um aspecto negativo dessa corrente é que a escola é espontaneísta, ou seja, fica esperando um despertar do aluno. Aqui o desenvolvimento precede a aprendizagem.  A avaliação pode ser feita por meio de sondagens, a fim de o próprio professor verificar como está o seu desempenho. Além disso, os erros são construtivos. Como muito bem a professora exemplificou, a adição 38+12 = 412, não significa que a criança não sabe somar, ela tem dificuldade com o transporte da adição. A linguagem é vista como produto da inteligência. Para haver linguagem deve haver pensamento.

A professora também começou a explicar sobre a corrente do sociointeracionismo, na quela o sujeito aprende na interação com o meio e com o objeto; o sujeito constrói o pensamento sendo mediado pelas interações sociais e históricas.

Por curiosidade, de todos os PPPs que já li (4), a corrente adotada pelas escolas era a sociointeracionista, representada principalmente por Vygostky. Ainda não tenho clareza se sou construtivista ou sócio-interacionista, mas penso que nos processos de ensino e aprendizagem o aluno deve deixar de ser passivo, e o professor deve deixar de ser o dono saber.

Depois do lanche, Gabriel e Thiago Alexandrino apresentaram sobre o teórico Bruner. Este era um autor que nunca havia estudado. Pesquisando na internet não achei nenhuma notícia sobre uma possível morte de Bruner, então no dia primeiro de outubro ele completa 100 anos!
Ele é um mix, é um skinneriano-sócio-interacionista-construtivista. Sendo influenciado por Vygotsky, Dewey e Piaget. A sua frase mais famosa é: "É possível ensinar qualquer assunto, de uma maneira honesta, a qualquer criança em qualquer estágio de desenvolvimento." A educação é vista como um processo sistemático ou não, que servirá de instrumento para que o homem possa dominar o meio em que vive. O ensino é por descoberta. O currículo é em espiral: o aprendiz deve ter a oportunidade de ver o mesmo tópico mais de uma vez com diferentes níveis de profundidade e com diferentes formas de representação. A professora citou como exemplo o conteúdo de mudanças de estado físico. Para Bruner, o professor é o centro e deverá ser o instigador da curiosidade do aluno.

Acabamos chegando numa discussão sobre os alunos de atualmente, e sobre sua apatia. Por exemplo, Pedro que é professor desde 2000 nota claramente a diferença entre os alunos desse tempo e os de hoje. A informação chega tão rapidamente, é tudo instantâneo... Os alunos estão constantemente conectados às redes sociais, principalmente o facebook. Fica o desafio pro professor de hoje encontrar uma maneira de chamar a atenção desse aluno.


De acordo com Bruner, o professor deve motivar, estimular e guiar. O aluno vem como passivo e o professor deve tirá-lo dessa passividade... Assim como Piaget, Bruner faz uma divisão do desenvolvimento em ativa (0 - 4 anos), icônica (4 - 10) e simbólica ( 10 em diante).

Um ponto negativo de Bruner seria a mistura que ele faz, isso pode ser confuso.

Glossário Bruner

Apresentação Bruner

Contribuições da professora sobre Bruner

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