quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Aula do dia 29/09 - Wallon

A professora iniciou com considerações sobre o portfólio. Carla "prontificou-se" para ler seu diário de bordo, pois este trazia considerações sobre os portfólios. Carla apresentou dois livros sobre metodologia da pesquisa. A professora salientou que existem n livros sobre isso e que existem diferentes visões sobre o assunto. Thiago Alexandrino leu alguns trechos de seu diário, após ter recebido um feedback positivo na aula anterior. Comentou sobre feedback, que pode ser do tipo positivo, corretivo, insignificante e ofensivo. Também comentou sobre Freud. A professora disse que houve tradução errônea, surgindo o termo instinto, mas na verdade era para ser pulsação. 

Gabriel leu o plano de aula do Pedro. O conteúdo da aula era elipse, e a achei uma aula muito interessante, pois traz um material concreto e também recursos tecnológicos como o GeoGebra. O plano teve características de sociointeracionismo,  porém foi baseado no autor Vergnaud, que fala sobre os campos conceituais. A cada portfólio apresentado, ou os nossos portfólios mesmo, oportunizam novas ideias para aplicar em sala de aula, os conteúdos são diferentes, podem nem fazer parte do ensinamos, mas as metodologias podem ser aproveitadas.

A professora apresentou uma outra classificação das teorias de aprendizagem: o humanismo, o cognitivismo e o comportamentalismo/behaviorismo. No comportamentalismo o comportamento é controlado por suas consequências. Autores: Skinner, Thorndike, Pavlov e Watson. Lembramos do ratinho. O comportamentalismo não está preocupado com os motivos de os alunos não aprenderem. A professora citou o exemplo da Teoria Ocupacional Comportamental, digamos depois de umas 15 sessões de terapia uma pessoa deixa de fumar mas começar a chupar bala. Não são levadas em considerações os motivos pelos quais a pessoa fumava, o objetivo é retirar esse comportamento. O comportamentalismo está fortemente presente nas empresas. O homem certo no lugar certo. Testes vocacionais também são comportamentalistas. Discutimos sobre a necessidade de publicação de artigos, isso é um condicionamento. O comportamentalismo, numa outra classificação, se enquadra na escola tecnicista. Outra característica do comportamentalismo é a repetição, um exemplo disso são listas de exercício. Durante a minha graduação, a preparação que funcionava, ao menos para mim, para muitas das provas era fazer no mínimo duas vezes a lista de exercício, se desse para fazer três vezes, melhor ainda, ou seja, pura repetição, além disso, os exercícios que eu não entendia, fazia uso da memorização, outro aspecto de técnica de ensino do comportamentalismo. Questões de múltipla escolha e instrução programada também são características do comportamentalismo. O que dizer das recompensas então, algo muito presente. Na minha época de escola era muito comum os alunos ganharem presentes, como computador, celular, por exemplo, se passassem direto em todas as matérias.  Uma reportagem sobre: 
http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2015/01/voce-esta-criando-um-filho-materialista.html  
E Mafalda, sobre a memorização de conteúdos sem saber seu real significado.


No cognitivismo o conhecimento é construído. Autores: Piaget, Vygotsky, Ausubel, Bruner e Gardner. Ênfase no processo de cognição, por significados tem origem à medida que o aluno aprende; Estabelece relações de significação; isto é , atribui significados à realidade em que se encontra. Para a Teoria Cognitiva , a aprendizagem coincide com o raciocínio ou a solução de problemas, que se faz em seis passos:  

1.Noção de um problema
2.Esclarecimento do problema
3.Aparecimento das hipóteses;
4.Seleção da hipótese mais provável;
5.Verificação das hipóteses
6.Generalização .
Destes, a professora ressaltou o cuidado com generalizações. Por 
exemplo, feito um estudo numa turma do 2º ano do ensino médio de uma escola pública de determinado bairro, chegou-se à conclusão de que os alunos têm dificuldade em matemática por causa da falta de livro didático. Essa conclusão não pode ser generalizada para todas as escolas...

No humanismo o  pensamento, ações e sentimentos estão integrados. Autores:  Rogers, Novak e Wallon. Carl Rogers recomenda não partir de um currículo fechado. O aluno é o centro. Parte-se da participação dos alunos. Por exemplo, Thiago Alex contou que numa aula seu professor iniciava perguntando como foi a semana dos alunos e a partir disso, sem perceberem, já estavam tratando de algum conteúdo. É difícil ter esta postura, pois com essa abertura não se pode prever qual será o assunto da aula. 



Após a pausa para o lanche, que estava muito delicioso, Luí e Tiago iniciaram sua apresentação sobre  o francês Wallon (1879-1962). Ele não propôs um método pedagógico. Foi o primeiro a estudar a criança na sua totalidade. Tem um perfil humanista. Viveu duas guerras mundiais. Influenciado pelo marxismo. Trabalha com aspectos biológicos e sociais, que são uma mistura não harmônica. A psicogênese da pessoa completa contempla quatro campos funcionais: a emoção - afetividade, o movimento, a inteligência e a pessoa. Falaram sobre o sincretismo, como exemplo, Tiago leu um relato que uma criança definia telepatia como um bicho. Na formação do eu, Luí comentou sobre uma menina que foi criada num canil, com 24 anos tem uma mentalidade de 12 e apresenta características caninas, como uivar e tentar latir. Isso me fez lembrar do que eu vi na TV esses dias no Domingo Espetacular (record), de um menino confinado num galinheiro que apresentava transtornos psicológicos. http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/fotos/confinado-pela-familia-em-um-galinheiro-menino-desenvolve-serios-transtornos-psicologicos-23092015#!/foto/1  

Wallon, semelhantemente a Piaget apresenta estágios de desenvolvimento, porém, para Wallon há possibilidade de pular estágios e também de retrocessos.

O primeiro estágio divide-se em impulsivo ( 0 - 6 meses) e tônico-emocional (6 - 12 meses)
O segundo estágio divide-se em sensório motor (1 - 2 anos) e projetivo (2 - 3 anos)
O terceiro estágio é o personalismo ( 3 - 6 anos). Comentamos sobre o distúrbio opositor desafiador. A criança quer dizer e fazer tudo ao contrário. A professora comentou que na graduação teve um aluno assim. 
O quarto estágio é o categorial (6 - 11 anos)
O quinto é o estágio da adolescência ( 11 anos em diante).


A apresentação foi interativa pois trouxeram vídeos pertinentes e interessantes, ilustrando cada estágio do desenvolvimento. A escola não deveria focar só na inteligência. 

Glossário Wallon 

Apresentação Wallon

Contribuições da professora sobre Wallon.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Aula do dia 22/09 - portfólio

A professora fez considerações sobre a apresentação do Gabriel e Thiago, sobre Bruner. Comentou que é interessante buscar mais referências e pensar em metodologias diferenciadas de apresentação. Gabriel leu as palavras do glossário de Bruner, e leu a definição de algumas, como currículo em espiral, reforço, economia e cultura. 

Seguindo a sugestão de alguns mestrandos, agora em cada aula será feita a leitura de um diário de bordo, sendo que neste dia foi a vez do Thiago Alexandrino. Clarina leu suas percepções pessoais. Concordo com ela, pois também tenho dificuldades em escrever minhas percepções pessoais de cada aula.

A professora fez alguma considerações sobre os portfólios. Disse que ficou com vontade de assistir várias das aulas. Também comentou da necessidade de respeitar uma formatação e seguir normas da ABNT. Quanto aos objetivos de um plano de aula, sugeriu pensarmos assim: o estudante deverá ser capaz de... . A avaliação eu fiz de forma vaga, e iniciando com verbos no infinitivo, parecendo objetivos, porém a professora ressaltou que a avaliação precisa ser mais detalhada e criteriosa, sem começar com verbos no infinitivo. Usar o termo estudante ao invés de aluno. 

Não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal que se inicia o segundo elemento. Exemplos: infraestrutura, autoescola, socioeconômico. Portanto, escreve-se sociointeracionismo. Só para confirmar, no site da Academia Brasileira de Letras, usei a opção ABL responde para tirar essa dúvida, e me responderam que se escreve sociointeracionismo.

A professora continuou a falar do sociointeracionismo. No qual, o aluno é ativo, é um sujeito historicamente situado. O professor é um mediador, atua na zona de desenvolvimento proximal, é o engenheiro da ponte. A ZDP está entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial. Situar o aluno historicamente não é ficar a aula inteira falando de história, mas sim contextualizar o conteúdo em questão. O conteúdo é historicamente produzido pela humanidade e reelaborado individual e coletivamente através de interações. A escola é dinâmica, interativa e torna acessível o conhecimento historicamente elaborado. A linguagem e o pensamento ocorrem juntos, está é uma das grandes diferenças entre o sociointeracionismo e o construtivismo, pois no construtivismo o pensamento precede a linguagem. No sociointeracionismo a aprendizagem precede o desenvolvimento. A avaliação pode ser feita por meio de auto-avaliação, produções, anotações e registros. Avalia-se para verificar os avanços e entraves. O principal representante do sociointeracionismo é o russo Vygostky.

A professora construiu o seguinte quadro comparativo:


Construtivismo
Sociointeracionismo
Ênfase
Biológico (não nega o social)
Social (não nega o biológico)
Professor
Orientador
Mediador
Aluno
Ativo
Ativo
Pensamento e linguagem
Primeiro o pensamento depois a linguagem
Ocorrem juntos
Desenvolvimento e aprendizagem
Desenvolvimento (biológico) precede a aprendizagem
Aprendizagem precede o desenvolvimento (como um todo)


Depois do lanche iniciamos as apresentação dos planos de aula. Cada um pegou um plano de um outro qualquer na tentativa de identificar o autor utilizado. Ulises iniciou apresentando o plano de Clarina, que não trata exatamente de um autor, mas do conexionismo, que ainda não estudamos. Surgiu uma discussão entre os termos massa e peso, que são conceitos diferentes. Depois Maria Beatriz apresentou o plano do Gabriel, identificando-o como sociointeracionista, mas o plano seguia Bruner. Pedro apresentou o plano de Ana, e não teve muita dificuldade para identificar o autor, pois apareceram palavras como conhecimento prévio e aprendizagem significativa, portanto o autor usado foi Ausubel. Ana sugeriu continuarmos as apresentações na forma de amigo-secreto, então Ana apresentou o plano do Thiago Alex, com uma historinha do DNA, seguindo o conexionismo. Um dos aspectos notados foram os exercícios repetitivos. Thiago Alex apresentou o plano de Mário, sendo que este utilizou Paulo Freire. Foi possível identificar na questão das lâmpadas, analisar seu uso, os diferentes tipos de lâmpada... Mário apresentou o plano da Mayara que usou Gardner, identifica-se isso pela atividade de uma parodia, visando a inteligência musical. A professora deixou que Sandra apresentasse sua aula, pois ela entendeu que além de trazer o plano impresso era pra executar aula. Foi uma aula muito legal, a princípio era pra ser baseada em Vygotsky, mas ficou mais para uma aula construtivista. Infelizmente não conseguimos apresentar todos os planos (só 6). Então a cada aula será apresentado um plano.


Percepções pessoais: muito legal ver aulas de conteúdos diferentes e tanta criatividade.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Aula do dia 15/09 - Bruner

Relato da aula do dia 15/09.

A professora comentou sobre os portfólios. Percepção pessoal: achei difícil relacionar o autor que vou apresentar, Gardner, com conteúdos de Cálculo Diferencial e Integral II, mas tentei... A professora fez algumas considerações sobre a apresentação do Jakson e do Mário, sobre Paulo Freire, ainda comentamos sobre o vídeo provocativo. Só por curiosidade, a fanpage Movimento Dogma: Fora Paulo Freire, já tem quase 1500 curtis! Deve ter aqueles que curtiram sem saber realmente o que o movimento apoia, assim como a professora citou o exemplo do aluno que acha que o nazismo também tem seus pontos positivos...

Sandra prontificou-se a ler seu diário de bordo, provocada pelo vídeo, ela encontrou um artigo argumentando a favor de Paulo Freire. Além disso, citou um exemplo de que fizeram recortes das obras de Darwin de tal forma que concluíram que Darwin era racista. Então a professora passou a dica de termos cuidado ao recortar trechos de um trabalho sem distorcê-lo. 

O outro diário de bordo, por sorteio, foi lido pela Mayara. Ressaltamos que o diário de bordo é uma boa ferramenta de revisão. A professora até sugeriu juntar todos os diários e fazer um livro, quem sabe...

Jakson leu todas as palavras do glossário sobre Paulo Freire, sendo que leu algumas definições, como temas geradores, papel diretivo e utopia. Foi levantada a questão de que Paulo Freire alfabetizou 300 pessoas em 45 dias, isso sem dúvida é um marco histórico. 

A professora continuou a apresentação das correntes, dessa vez explanando o construtivismo, que tem o foco na maturação biológica, e um dos seus principais representantes é Piaget. No construtivismo, o aluno é um sujeito ativo, que deve ir além do que é visto em sala de aula e não ficar de braços cruzados. O professor deve propor situações desafiadoras (problemas). O professor orienta, não monopoliza é o animador da inteligência coletiva. O conteúdo  é construído pelo sujeito a partir das interações. De acordo com a professora, um aspecto negativo dessa corrente é que a escola é espontaneísta, ou seja, fica esperando um despertar do aluno. Aqui o desenvolvimento precede a aprendizagem.  A avaliação pode ser feita por meio de sondagens, a fim de o próprio professor verificar como está o seu desempenho. Além disso, os erros são construtivos. Como muito bem a professora exemplificou, a adição 38+12 = 412, não significa que a criança não sabe somar, ela tem dificuldade com o transporte da adição. A linguagem é vista como produto da inteligência. Para haver linguagem deve haver pensamento.

A professora também começou a explicar sobre a corrente do sociointeracionismo, na quela o sujeito aprende na interação com o meio e com o objeto; o sujeito constrói o pensamento sendo mediado pelas interações sociais e históricas.

Por curiosidade, de todos os PPPs que já li (4), a corrente adotada pelas escolas era a sociointeracionista, representada principalmente por Vygostky. Ainda não tenho clareza se sou construtivista ou sócio-interacionista, mas penso que nos processos de ensino e aprendizagem o aluno deve deixar de ser passivo, e o professor deve deixar de ser o dono saber.

Depois do lanche, Gabriel e Thiago Alexandrino apresentaram sobre o teórico Bruner. Este era um autor que nunca havia estudado. Pesquisando na internet não achei nenhuma notícia sobre uma possível morte de Bruner, então no dia primeiro de outubro ele completa 100 anos!
Ele é um mix, é um skinneriano-sócio-interacionista-construtivista. Sendo influenciado por Vygotsky, Dewey e Piaget. A sua frase mais famosa é: "É possível ensinar qualquer assunto, de uma maneira honesta, a qualquer criança em qualquer estágio de desenvolvimento." A educação é vista como um processo sistemático ou não, que servirá de instrumento para que o homem possa dominar o meio em que vive. O ensino é por descoberta. O currículo é em espiral: o aprendiz deve ter a oportunidade de ver o mesmo tópico mais de uma vez com diferentes níveis de profundidade e com diferentes formas de representação. A professora citou como exemplo o conteúdo de mudanças de estado físico. Para Bruner, o professor é o centro e deverá ser o instigador da curiosidade do aluno.

Acabamos chegando numa discussão sobre os alunos de atualmente, e sobre sua apatia. Por exemplo, Pedro que é professor desde 2000 nota claramente a diferença entre os alunos desse tempo e os de hoje. A informação chega tão rapidamente, é tudo instantâneo... Os alunos estão constantemente conectados às redes sociais, principalmente o facebook. Fica o desafio pro professor de hoje encontrar uma maneira de chamar a atenção desse aluno.


De acordo com Bruner, o professor deve motivar, estimular e guiar. O aluno vem como passivo e o professor deve tirá-lo dessa passividade... Assim como Piaget, Bruner faz uma divisão do desenvolvimento em ativa (0 - 4 anos), icônica (4 - 10) e simbólica ( 10 em diante).

Um ponto negativo de Bruner seria a mistura que ele faz, isso pode ser confuso.

Glossário Bruner

Apresentação Bruner

Contribuições da professora sobre Bruner

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Aula dia 08/09 - Paulo Freire

Relato da aula do dia 08/09. Logo de início Pedro e Lúcio leram seus diários. Comentamos sobre como é possível avaliar se houve uma aprendizagem significativa. Uma maneira é por meio de mapas conceituais, outra é se depois de algum tempo o aluno ainda sabe aquele conteúdo.

Novamente a professora comentou sobre o mural, cuja intenção é ser um quadro comparativo entre as diferentes concepções dos autores apresentados.

A professora fez algumas considerações sobre a apresentação da Ana e da Carla. 

Sandra apresentou uma ideia para o glossário, que utiliza hexágonos com figuras na "capa" e dentro a definição. Juntando os verbetes formaríamos uma colmeia.

Ana e Carla apresentaram seu glossário, contendo 18 palavras, citaram todas e foram lidas as definições de algumas palavras. A professora salientou que uma definição pode exigir outra, por exemplo, na definição de aprendizagem significativa apareceu o termo arbitrária.

A professora explicou a pesquisa estado da arte, que deve estar presente em nossos relatórios de observações. O Estado da Arte consiste em limitar as buscas em um determinado período, utilizando diferentes bancos de dados, como o SciELO, o portal da CAPES, utilizando as palavras-chaves desejadas. Prevejo que fazer isso vai dar um certo trabalho, mas será interessante encontrar artigos que versem sobre o ensino de Cálculo Diferencial Integral II e o autor que o professor observado segue.

A professora continuou a explicar sobre as correntes, dessa vez sobre o ambientalismo. No ambientalismo o conhecimento se dá porque vemos, ouvimos, tateamos e sentimos. Assim como na teoria de Skinner, aqui há o estímulo - resposta. O aluno precisa ser estimulado para ir aprendendo o que o professor transmite. 

Algumas posturas ambientalistas: "não tem o que fazer, ele mora numa favela!", "é só ver o grupo com que ele anda", "ele vem de uma família muito pobre, sem condições". Discutimos um pouco sobre cotas, que é uma questão complexa. 

Comentamos sobre o conselho de classe, que é uma situação onde comumente professores adotam uma postura ambientalista. Por exemplo, esse menino não tem jeito porque o pai dele está preso. Utilizam de aspectos sociais para justificar o comportamento e as notas dos alunos. Em contrapartida sugere-se que o professor entenda a realidade do aluno e não use essa realidade como uma tentativa de justificar notas baixas.

No ambientalismo, o aluno é uma tábula rasa, um receptáculo vazio, uma folha em branco e passivo. Isso me fez lembrar que os jesuítas consideravam o índio como uma tábula rasa, voltados no seu eurocentrismo e desprezo pelas culturas tribais. O professor ambientalista é autoritário, detentor absoluto do saber, facilitador e às vezes estimulador. O conteúdo é uma dogma, fragmentado, um produto, só interessa o resultado final e não o processo. A escola é conservadora e impotente frente aos menos favorecidos. Desenvolvimento e aprendizagem simultaneamente, que conforme a professora disse, é um dos únicos aspectos positivos dessa corrente. A avaliação consiste em repetições, decoreba, memorizações...

Mário e Jakson iniciaram sua apresentação sobre Paulo Freire, a paixão (intelectual) da professora.
Comentaram sobre sua vida. O que destaco é o fato dele ter sido exilado e percorrido diversos países. Sendo que no Chile ele escreveu a Pedagogia do Oprimido. Paulo Freire pertence a tendência pedagógica progressista libertadora. Ele foi um marxista que acreditava em Deus.

Para Freire a educação não é neutra e deve ocorrer de forma horizontal, ou seja, professor e aluno estão em pé de igualdade, ninguém sabe mais do que ninguém, há um caráter dialógico. Os oprimidos são os excluídos da sociedade. Freire defendia um currículo regionalizado. Pois cada região tem as suas particularidades. Assim como a Carla colocou, qual o sentido ensinar cinemática do trânsito numa roça? 

Paulo Freire cria o conceito de educação bancária, que literalmente o conhecimento é depositado na cabeça do aluno como numa poupança, nesse sentido o professor é o dono da verdade e o aluno nada sabe. Em contrapartida Freire defende a Educação Libertadora na qual há a preocupação com a mudança social e a realidade do aluno.

O Método Paulo Freire consiste em buscar um conteúdo diferenciado, uma metodologia que faça com que o aluno questione o mundo onde vive, o aluno deve tomar consciência de si.

Em alguns momentos somos oprimidos e outros viramos opressores. Como a professora citou, o homem é oprimido na empresa, chega em casa briga com a esposa, que briga com o filho, que chuta o cachorro.

Um exemplo de aula Freiriana, seria uma discussão acerca de lâmpadas, pode-se trabalhar com questões físicas, questões econômicas, questões biológicas... Nesse sentido recomenda-se trabalhar com projetos.

Paulo Freire é considerado construtivista, mas pode ser chamado de sócio-cultural. De acordo com Freire, o papel do professor é de orientador. E o aluno é a chave para o processo de conscientização. Cada realidade é única, não há uma fórmula pronta para ensinar em qualquer lugar. Ressaltamos que é fundamental conhecer cada um de nossos alunos, mas isso é praticamente impossível tendo várias turmas. 

Depois da pausa para o lanche, prosseguiram com a apresentação, mostrando as 5 fases de aplicação do método de Freire. A forma de alfabetização de Paulo Freire é tradicional, mas todos os outros passos até chegar nesse ponto não são. Discutimos sobre a alfabetização por famílias. Assim como a maioria, eu também fui alfabetizada assim. Minha mãe que conta que eu peguei um gibi, (eu já conhecia as letras), e perguntava pra ela: mãe, que som dá C-H-A? Ela respondia cha. E lá ia eu, B-O, bo, L-A, la, C-H-A, cha, bolacha.

Foi lançada a perguntada: como podemos usar o método de Paulo Freire em sala de aula? O foco de Freire é a alfabetização, mas a filosofia por de trás pode ser utilizada em cada disciplina. E como conhecer a realidade do aluno sem exposição? Uma alternativa é fazer uma roda de cultura ou através de atividades escritas, como a Maria Beatriz colocou, uma redação sobre as férias. E também comentamos no desafio em ser afetivo sem perder o rigor.

Para finalizar, um vídeo bem provocativo, do movimento dogma: fora Paulo Freire, cuja página no facebook já passou de 500 curtidas, tem 1488 https://www.facebook.com/pages/Movimento-Dogma-Fora-Paulo-Freire/787005831398407?ref=hl 


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Aula dia 01/09/15 - Ausubel

Relatório da aula do dia 01/09/15. A professora iniciou dando instruções de como fazer o mural. A intenção é fazer um quadro comparativo entre as concepções dos autores. Foi apresentado o número de acertos por questão daquele questionário que fizemos sem consultar nada. Recebemos o questionário. Foram lidos dois diários, por sorte não o meu, percebi que deixei vários detalhes de fora, mas um dia vai chegar a minha vez...

A professora apresentou algumas correntes de aprendizagem: inatismo, ambientalismo, construtivismo e sócio-interacionismo. Em linhas gerais, o Ambientalismo diz que tudo vem do ambiente. O Construtivismo dá ênfase ao biológico, mas não despreza aspectos sociais. O Sócio interacionismo enfatiza a interação social, mas não desconsidera questões genéticas e ambientais
.
Discutimos com mais detalhes o inatismo. As características são herdadas, aquela história de filho de peixe, peixinho é, que se seu irmão é de tal forma você também é. Como a Pâmela nos contou, um aluno de 5 anos já afirmava que a Matemática é difícil, tendo em vista a experiência de seu irmão. Assim como a professora colocou, isso também ocorre na universidade, como no caso do curso de Licenciatura em Matemática na disciplina de Análise Real. Desde já ouvimos que é terrível, muito difícil, e criamos esse preconceito (e medo). (Ps.: Realmente foi uma das disciplinas mais difíceis do curso, mas até que não foi impossível.)

No inatismo o professor transmite o conhecimento. Abre-se a cabeça do aluno e lá o professor despeja o conteúdo. Isso me fez lembrar da educação bancária.

Além disso, o professor segue o livro didático de cabo a rabo. O conhecimento fica restrito. Lembrando que usar quadro e giz não implica numa aula tradicional, o que interfere e a postura do professor e sua metodologia.


Ressaltamos que é importante o professor dominar conteúdo, e saber pra que serve. Confesso que tenho dificuldades para encontrar aplicações para alguns tantos conteúdos da Matemática.

Depois da deliciosa torta preparada pela esposa do Ulises, Ana e Carla iniciaram sua apresentação sobre Ausubel (1918-2008). Para Ausubel (1968) a escola é opressora, humilhante um cárcere. Seguindo a teoria de Ausubel, elas conduziram a atividade: O que já conhecemos?, a fim de coletar conhecimentos prévios que tínhamos sobre Ausubel e aprendizagem significativas. O conhecimento prévio precisa de ajustes. Já o subsunçor é um conhecimento prévio que não sofrerá grandes modificações.

Na concepção de Ausubel a aprendizagem é tida como processo de cognição por meio dos quais o mundo ganha significado. É o esforço do aprendiz em ligar seus novos conhecimentos aos seus conhecimentos anteriores, e portanto atribuir um novo significado à realidade.

Outras palavras-chave: Ancoragem e acomodação, que é uma sedimentação do conhecimento.

Aqui o aluno é ativo, deve interagir, ser pré-disposto - deve se mostrar disposto a aprender. Essa parte do aluno se mostrar interessado e disposto em aprender penso que não é tão comum de ocorrer. Por isso a importância de buscar conteúdos de interesse dos alunos.

A aprendizagem significativa ocorre de três maneiras distintas: aprendizagem representacional, aprendizagem de conceitos e  aprendizagem proposicional. A aprendizagem significativa pode ser: subordinada, superordenada e combinatória.

Moreira considera três tipos de aprendizagem: cognitiva, afetiva e psicomotora.

Ausubel enfatiza a cognição mas não descarta os outros tipos de aprendizagem. A aprendizagem psicomotora é um treinamento,  uma aprendizagem mecânica. A aprendizagem mecânica é vista como um facilitador para a aprendizagem significativa, como exemplo falamos sobre a tabuada. Porque facilita você saber 7 x 8 de cor (aprendizagem mecânica) do que fazer sete conjuntos com oito unidades e contar tudo. Mas em caso de esquecimento, tendo aprendido o significado de multiplicação, é possível chegar no resultado.


Dentre tantas dificuldades em sala de aula uma que comentamos é a quantidade de alunos por sala. Como a professora citou, Frenet recomenda 25 alunos por sala, o que na prática nem sempre acontece. Já dei algumas aulas para uma turma com 40 alunos e outra com 20, a diferença é palpável, foi muito melhor de se trabalhar na turma com 20 alunos.

Na teoria de Ausubel o papel do professor consiste em identificar e organizar os conhecimentos prévios dos alunos, ensinar de acordo com os conhecimentos prévios e ser encorajador.

Agora, uma questão difícil é a avaliação dentro dessa teoria. Não faz sentido trabalhar os conteúdos de forma diferenciada e as avaliações serem apenas do tipo tradicional. Lembrando que a avaliação deve ser individualizada. Uma saída seria avaliar em todas as aulas através de observações, registros escritos, prova, questão rápida, roda de conversa...

E claro, em se tratando de Ausubel não poderiam faltar os mapas conceituais, que eu imaginava ser criação do próprio Ausubel, mas como a Professora e o Tiago sem H colocaram, é uma criação de Novak! Estes mapas tem por maior objetivo uma auto-avaliação. São usadas palavras-chave e não se recomenda ligantes, fazendo se necessário ter o poder de síntese. Fiz uma mapa na disciplina de Psicologia II, mas com meu poder de síntese limitado acabei usando muitos ligantes...

Encerramos com um vídeo de um vaso mágico, mostrando os processos de ensino e aprendizagem.


Glossário Ausubel

Mural Ausubel

Apresentação Ausubel

Contribuições da professora sobre Ausubel.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Aula dia 25/08 - Skinner

Entregamos o questionário, que a professora dará um retorno na próxima aula. Foram sorteados dois alunos para a leitura de seus diários de bordo. Interessante que as duas fizeram de forma bem diferente. É claro, cada um tem o seu estilo de escrita. Depois o Thiago Alexandrino, que havia faltado na última aula, se apresentou pra turma.

Em duplas, a professora propôs que discutíssemos sobre as definições de teoria, aprendizagem, teorias de aprendizagem e correntes. Depois cada dupla apresentou ao grupo suas definições. Algumas respostas já indicaram qual autor cada um segue, por exemplo, definindo aprendizagem como a assimilação do conhecimento, isso remete à Piaget. Surgiu certa polêmica com a definição de aprendizagem usando o termo adquirir conhecimento. 

Depois do lanche Lúcio e Ulyses realizaram sua apresentação  sobre Skinner. Coitado do ratinho... E como a professora comentou, mesmo tendo o Skinner como vilão, sua teoria se faz presente em vários âmbitos, como numa empresa, por exemplo, onde funcionários são condicionados para produzir conforme a vontade da empresa. Relacionaram a teoria skinneriana à computação através da gamificação, como um jogo de RPG, por exemplo.

Por fim, de acordo com Skinner, aprendizagem é uma modificação de comportamento.