A aula iniciou com uma palestra da psicóloga Juliane Cristine Koerber Reis: "Deficiência intelectual atualização DSM - V e WISC - IV" Atualmente ela trabalha no NAIPE – Núcleo de Assistência Integral ao Paciente Especial, que é uma Unidade de Referência da
Secretaria Municipal da Saúde de Joinville na assistência integral a pessoas com deficiência intelectual e casos
associados.
Para tanto conta com uma equipe multidisciplinar que atende interdisciplinarmente, formada por: Cirurgião Dentista,
Médicos (pediatra, psiquiatra, neuropediatra), Psicólogo, Terapeuta Ocupacional, Pedagogo, Enfermeiro,
Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo e Assistente Social.Juliane Respondeu prontamente as perguntas feitas, só no primeiro slide já ficamos uma meia hora, rsrsrs. Comentou que em média há 1 profissional para 40 pessoas na fila de avaliação, e além disso, cada avaliação necessita de no mínimo 8 encontros. Falou sobre escalas Wechsler.
Um problema que pode afetar ainda mais o sujeito que tenha alguma deficiência e a negligência dos pais, que por vezes são intolerantes à frustração. Além do atendimento ao deficiente intelectual, a família também recebe orientações. Os apoios ao deficiente intelectual podem ser: episódico, intermitente, contínuo. O apoio contínuo é mais indicado para deficiências severas. Porém, deficientes leves podem acabar recebendo apoio contínuo em casa e na escola, tendo um professor auxiliar que faz todas as atividades para o aluno, e isso pode prejudicar seu desenvolvimento. Indicou o filme I am Sam. (Uma lição de amor)
A professora Tatiana comentou que a inclusão caiu de para-quedas. Ainda não estamos preparados, não temos uma formação de professores auxiliares adequada. A inclusão pode ser considerada artificial, é uma questão complexa, mas que precisa ser trabalhada.
Percepções pessoais: achei a palestra muito proveitosa, sei pouco sobre o assunto e concordo que a questão da inclusão nas escolas é muito complexa.
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| Foto tirada pelo Lúcio: a turma e a palestrante |
Depois do lanche, Pedro e George iniciaram sua apresentação sobre o teórico francês Vernaugd (1933 - ). Ele é pragmático, foi orientado por Piaget e também teve influências de Vygotsky. Orientou mais de 80 teses e dissertações é um pesquisador em didática da Matemática, criador da Teoria dos campos conceituais. Trabalha numa psicologia cognitivista. Para Vernaugd o saber forma-se a partir da resolução de um problema, de situações a dominar.
Para exemplificar o que é um campo conceitual fizeram uma analogia, imaginando a pasta TAP de nossos computadores. O que há dentro dessa pasta? O que pode ser retirado/acrescentado? Mostram um exemplo de campo conceitual referente ao tema radioatividade, a figura assemelhasse à um mapa conceitual, porém, há diferenças entre campo conceitual e mapa conceitual. Um mapa conceitual é mais específico, dentro de uma disciplina. Já um campo conceitual é interdisciplinar. Pesquisando sobre essa diferença entre mapa conceitual e campo conceitual, acabei encontrado um mapa conceitual da teoria de campos conceituais, feito por Moreira:
Esse mapa conceitual já mostra quase tudo que Pedro e George apresentaram. Eles falaram que no campo conceitual há (S,I,J): S: conjunto de situações I: conjunto de invariantes e J: conjunto de representações simbólicas.
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| Fonte: http://www.if.ufrgs.br/ienci/artigos/Artigo_ID80/v7_n1_a2002.pdf |
Falaram sobre esquema. Deram o exemplo de locomoção, o ato de traçar uma rota mental é um esquema. Falaram que no esquema há meta e antecipações, regras de ação do tipo se ... então, invariantes operatórios e possibilidades de inferências.
A professora ressaltou o cuidado para que um esquema não vire um automatismo. Como o exemplo da Sandra, que já tinha o esquema do trajeto de sua casa até o seu local de trabalho tão automático, que um dia que foi levar sua filha para escola, estava indo para o seu local de trabalho.
Outros termos importantes na teoria dos campos conceituas são Teorema-em-ação e conceito-em-ação, estes apresentam uma relação dialética.
Exemplificaram muito bem supondo que um garoto precisasse colocar um prato para cada pessoa na mesa, sendo que haviam pessoas na sala e no jardim. O menino contou quantos haviam na sala e quantos haviam no jardim e somou os resultados para saber quantos pratos colocar. Implicitamente o garoto usou a ideia de cardinalidade, sendo A as pessoas da sala e B as pessoas do jardim, #(AUB)= #A + #B, pois A e B são disjuntos, ou seja, não tem como uma pessoa estar na sala e no jardim ao mesmo tempo.
Outro exemplo interessante foi o de uma multiplicação. Pedro disse que sua mãe ensinou assim:
4 x 6 = 4 x 5 + 4 = 20 + 4 = 24 (Pois a tabuada do 5 é fácil de lembrar).
Na verdade o que ela fez foi:
Na verdade o que ela fez foi:
4 x 6 = 4 x (5+1) = 4 x 5 + 4 x 1 = 20 + 4 = 24. A aplicação da propriedade distributiva é um teorema-em-ação, e a multiplicação e soma em si são conceitos-em-ação.
O objetivo da educação, na perspectiva de Vernaugd é tornar explícito o implícito. Nesse mesmo exemplo, a mãe de Pedro implicitamente aplicou a propriedade distributiva, e depois Pedro explicitou para sua mãe que aquilo que ela fez recebe esse nome.
O objetivo da educação, na perspectiva de Vernaugd é tornar explícito o implícito. Nesse mesmo exemplo, a mãe de Pedro implicitamente aplicou a propriedade distributiva, e depois Pedro explicitou para sua mãe que aquilo que ela fez recebe esse nome.
A dupla fez uma dinâmica na qual Sandra foi comprar ingredientes para fazer um bolo e Maria Beatriz era a caixa do supermercado. Sandra gastou 7 TAPs e dispunha de 10 TAPs, sendo assim, Maria Beatriz deu o troco da seguinte forma: 8 (entregou um TAP), 9 (entregou mais um TAP) e 10 (entregou outro TAP). Explicitamente o que ela fez foi resolver a equação: 7 + x = 10. Depois entregou o troco de outra maneira: devolveu 3 TAPs. Explicitamente o que ela fez foi: 10 - 7 = x. Para encerrar, a dupla mostrou esse vídeo:
Percepções pessoais: achei os exemplos da apresentação muito esclarecedores e achei essa teoria bem interessante!



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