quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Aula do dia 10/11 - Pressupostos e Conexionismo

Relato da aula do dia 10/11/15

A aula começou com a apresentação da Clarina e da Josi: Pressupostos teóricos para elaboração de propostas para o ensino. Iniciaram com uma história de Ruth Rocha: Quando a escola é de vidro, que serviu como reflexão para o nosso papel como professor, o papel da escola e o papel dos alunos.

A apresentação foi principalmente baseada no livro de Eduardo Fleury Mortimer (Pressupostos Teóricos para a elaboração de propostas de ensino: MORTIMER, Eduardo Fleury. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000). Passaram a definição de pressuposto de acordo com o dicionário Aurélio. Falaram da corrente construtivista, modelo conceitual, estratégias de ensino baseadas na explicitação de ideias, meta-aprendizagem (que estuda como funciona a memorização). Também comentaram sobre ideias prévias, a teoria de Piaget: assimilação - acomodação - equilibração.

Conduziram uma dinâmica, para nos desequilibrar um pouco. Josi passou nos instruções formais para desenhar determinadas figuras, como elipses e retas paralelas ou divergentes. Não podíamos fazer perguntas durante o processo. Aqui compartilho o meu resultado depois das instruções:

Alguns não conseguiram desenhar a galinha, ficou um outro desenho estranho. Fica a reflexão, o que acontece quando despejamos para o aluno o conteúdo de forma burocrática sem permitir que o aluno faça questionamentos?

Falaram sobre lacuna: ausência, conflito: ideias pré-existentes. Ressaltaram que estratégias de ensino devem considerar lacunas e conflitos como características importantes no processo de ensino e aprendizagem. Falaram sobre Lakatos (1970) e os cinturões protetores. Com expressões representada por imagens como engolir o sapo. Se essa mesma imagem fosse mostrada numa outra cultura, poderia ser que a imagem não fizesse sentido nenhum, pois nessa cultura não existe a expressão 'engolir o sapo'.

Apresentaram também como estratégias as analogias. Alguns autores criticam o uso de analogias. A professora e demais colegas frisaram que as analogias podem confundir, por serem modelos distantes do real, como por exemplo, comparar um modelo atômico com uma cebola. No entanto, analogia podem ser muito úteis, como Mário compartilhou, que ensina para seus alunos de 5 anos que o elétron é um bichinho e o resistor é uma guarda de trânsito que controla os bichinhos, depois Mário utiliza só os termos corretos (elétrons, resistor). Achei bem interessante esta citação de Claparède (1950): entender diferença é mais fácil do que entender semelhanças.

Comentaram sobre a importância de usar a linguagem cotidiana como estratégia de ensino. No entanto a linguagem científica também deve ser introduzida, por exemplo, pode-se usar a analogia do chapeuzinho do palhaço para se referir ao cone, mas depois recomenda-se usar somente o termo cone. Falaram sobre a noção do perfil conceitual como alternativa para a construção de estratégias de ensino e análise de evolução conceitual. Comentaram sobre modelos: todos alunos não aprendem da mesma maneira. Não existe modelo único.

Brincamos de Escravos de Jó. Só não deu muito certo... É um jogo que serve para trabalhar lateralidade e ritmo. Josi leu um texto a fim de refletirmos sobre como nós éramos quando adolescentes e os nossos alunos de hoje.

Comentaram sobre o livro "A escola mudou ou foi mudada?" Reflexões de Áttico Chassot.  (A Escola mudou ou foi mudada? CHASSOT, Attico. Educação consciência. 2 ed. –Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2007.) Bem que esse nome não me pareceu estranho! Tive a oportunidade de presenciar uma palestra dele na IV Semana da Matemática em 2012! 



Mostraram uma parte do documentário "Quando sinto que já sei" sobre o projeto GENTE, que fez lembrar muito da Escola da Ponte. Um projeto muito interessante, onde o aluno é um sujeito ativo e central no processo de ensino e aprendizagem, construindo seu conhecimento, com auxílio de um professor mediador. Não há divisão por faixa etária, os alunos são divididos em famílias de 6 alunos.

Aqui o vídeo completo do documentário: 


Para encerrar, conduziram uma dinâmica dos floquinhos de algodão, que culminou com a turma distribuindo abraços entre si.

Percepções pessoais: gostei da apresentação, foi bem reflexiva e esclarecedora. Desejo uma educação com menos professores que "cospem" o conteúdo e mais professores orientadores ou mediadores, e que os alunos sejam ativos.

Apresentação pressupostos teóricos para elaboração de propostas de ensino

Glossário pressupostos

Depois da pausa para o lanche, Thiago Alex e Maria Beatriz iniciaram sua apresentação sobre o conexionismo. Um termo novo para mim. Para alguns é uma teoria. Achei bem densa a apresentação, não que não tenha sido tudo devidamente explicado, mas muitos termos eu desconhecia, então foi difícil de acompanhar, meus neurônios não captaram tudo rsrs. Mas vou falar aqui um pouco sobre a apresentação.

O conexionismo busca compreender como aprendemos, valorizando aspectos da neuroanatomia e considerando a influência do meio. Iniciaram dando um exemplo sobre a música, que envolve conceitos de matemática, física, química e biologia, como a música se processa no nosso cérebro? Falaram de redes neurais. Passaram uma atividade de ritmo, batendo palmas. Sou péssima com ritmo, mesmo tendo feito 3 anos de linguagem musical, tinha pavor das provas de ditado rítmico. 


Thorndike
O conexionismo também pode ser chamado de associacionismo, tendo fortes influências de Thorndike. Falaram de conexões neurais e das principais leis de Thorndike: lei do efeito - fortalecimento, lei do exercício - uso, lei da prontidão - preparo para a ação. Thorndike introduziu a taxa de aprendizagem, fazia gráficos de medição da aprendizagem. Mostraram um vídeo, o puzzle box:



Pode-se dizer que o conexionismo está entre o behaviorismo (estímulo - resposta) e o simbolismo (input - output). Sendo o conexionismo (input units - output units). O conexionismo é estruturalista, enfatizando a sinapse neural. Apresentaram também relações entre o interacionismo e o conexionismo, ambos admitem a interação com o meio e consideram o erro importante. Falaram de plasticidade neural que é a possibilidade de ativar memória a partir de vivências. Falaram também de scaffolding ou andaimento, isso não sei explicar... 

Mostraram relações entre o sociointeracionismo e o conexionismo, aqui também ambos concordam sobre a relevância do meio para a aprendizagem.

Apresentaram relações entre o conexionismo e a neurociência. Falaram de neurolinguística, tomografia computorizada e ressonâncias funcionais.

Explicaram o funcionamento físico e químico de um neurônio. A sinapse é a reação entre dois neurônios. Nós temos aproximadamente 86 bilhões de neurônios, 50 trilhões de sinapses e 100 milhões de sensações por segundo! Alguns colegas da turma comentaram sobre drogas que alteram o funcionamento do cérebro, como a cocaína, que aumenta o estímulo de eletricidade e ficamos mais ativos, e o LSD troca as sinapses. Aprender, no conexionismo, é reforçar as sinapses e ativar novas. O conhecimento é engramado entre as sinapses. Josi sugeriu o filme divertidamente que ilustra essa questão.

Falaram de inteligência artificial. Comentaram sobre placas de silício, que uma tecnologia de ponta, mas ainda não é igual a um cérebro humano, pois não faz tantas conexões como um cérebro humano faz. Falaram de Eliza e do BotlibreFalaram também de backpropagation e flashcard. De acordo com a dupla, eles diriam que o conexionismo é um neobehaviorismo. Será?

Que teoria complexa...

Apresentação conexionismo

Glossário conexionismo

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