Relato da aula do dia 20/10/15.
Iniciamos a aula com a leitura de um diário de bordo, do dia 06/10, leitura feita pela mestranda Raíra. Thiago Alex leu seu diário de bordo do dia 13/10.
A professora reforçou que para Piaget os estágios de desenvolvimentos não são amarrados, uma criança de 8 anos ainda pode estar no estágio pré-operacional, porém, para Piaget não há retrocessos. Pedro, referente à aula passada (13/10) comentou que encontrou dois artigos sobre educação e pessoas com deficiências, um sobre surdos e outro sobre autistas.
Eu apresentei o plano de aula do Jakson. Os conteúdos dessa aula eram evolução biológica, fixismo, neotenia e órgãos vestigiais. Esta aula foi elaborada seguindo o teórico Paulo Freire. Interessante que Jakson disse que ele apresenta o que diversas culturas e crenças entendem pelo surgimento do universo e mostra a visão da ciência sobre a origem do universo, em nenhum momento diz que tal concepção é certa ou errada. Luí apresentou um vídeo pertinente ao assunto: evolução x criação.
Lúcio sugeriu fazer uma espécie de livro, sobre a diversidade da turma, tantas áreas diferentes, mas com aspectos em comum, mostrando um pouco sobre a primeira turma do PPGCEMT - UDESC-CCT.
A professora fez algumas considerações sobre a apresentação de Piaget: disse para ter cuidado com citações muito longas nos slides e achou os vídeos bem interessantes e ilustrativos.
Eu li os termos do glossário de Gardner, e conforme a turma solicitou, li as definições de inteligência, idiossincrático e professor. Na definição de professor, aparece que ele deveria ser liberado para ensinar, tendo em vista que outros os ajudariam, como os especialistas em avaliação. Daí surgiu uma discussão sobre a questão, que é complexa, da avaliação. Comentamos sobre um período no qual na UDESC havia um projeto de provas unificadas. Ressaltamos sobre a importância de avaliar de formas diferenciadas, por exemplo, um aluno pode ser péssimo com a escrita, mas ótimo apresentando um trabalho. Isso vai de encontro a multiplicidade da inteligência de acordo com Gardner.
Pamela leu o glossário de Piaget, bem completo, com vários termos. Foram lidas as definições de esquema, acomodação, filogênese, concepção de sujeito e pensamento. A professora destacou que tanto no construtivismo como no sociointeracionismo, não se usa o termo indivíduo, e sim sujeito.
A professora deu algumas orientações de como funciona o processo de submissão de artigo para um revista, usando o exemplo da revista da qual é avaliadora - Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tencologia.
Clarina apresentou suas observações de aula. Ela acompanhou uma professora de Matemática no 5º ano, na escola em que trabalha - Escola Municipal Prefeito Nilson Wilson Bender. A professora mostrou-se ausubeliana. Clarina comentou como essa professora observada era calma e não alterava o tom de voz e respeitava diferenças na forma como os alunos resolviam os exercícios.
Depois da pausa para o lanche, Elaine e Sandra literalmente vestiram a camisa e iniciaram sua apresentação sobre o russo Vygotsky (1896 - 1934) [Лев Семёнович Выготский]. Apresentaram sua biografia, destacando que ele possuía múltiplas inteligências. Além disso, ele mesmo criou uma revista e lá fazia publicações. Ele estava no fogo cruzado entre os gestaltistas e o pragmatismo americano (estímulo-resposta). Vygotsky era marxista, mais voltado para a questão filosófica do marxismo, e não política. Para Vygotsky, o homem é um sujeito ativo, crítico, transformador.
Vygotsky, de acordo com a professora, publicou 200 artigos, isso que faleceu com 37 anos e vivia na época dos czares, podendo ser que alguns artigos se perderam. A professora comentou que Piaget lamenta não ter conversado com Vygotsky. Imaginem o que essa "trocara de figurinhas" poderia render!
Comentaram sobre a dialética, que seria um insight para que o homem se toque de que é crítico. É a compreensão do papel do homem na sociedade. Aqui lembramos de Paulo Freire. Quanto a dialética, a professora comentou que uma tese implica numa antítese que implica numa síntese que por sua vez pode implicar numa tese.
Falaram sobre Karel Kosik, a coisa em si. Você já aprende antes de aprender formalmente. Apresentaram sobre o desenvolvimento filogenético, ontogenético, sociogenético e microgenético. Um exemplo de sociogenético é a adolescência, que é uma questão cultural, mas a puberdade é uma questão biológica.
Falaram também sobre mediação, instrumentos, signos, interação social e a zona de desenvolvimento proximal. Para Vygotsky o professor é um mediador, uma ponte.
Percepções pessoais: foi uma apresentação interessante, as duas se mostram com domínio do conteúdo e uma clareza nas explicações. Principalmente a Elaine, me admira a sua desenvoltura em apresentar, ela fala muito bem, de forma clara com uma propriedade que prende a atenção, e mostra uma riqueza de vocabulário.
Mostraram um trecho deste vídeo:
Sandra indicou um vídeo que não deu tempo de ser mostrado em sala:
Apresentação Vygotsky
Mural Vygotsky
Contribuições da professora sobre Vygotsky.
Mostraram um trecho deste vídeo:
Sandra indicou um vídeo que não deu tempo de ser mostrado em sala:
Apresentação Vygotsky
Mural Vygotsky
Contribuições da professora sobre Vygotsky.
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