quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Aula do dia 17/11 - apresentação de banners

Relato da aula do dia 17/11

Esta aula foi destinada à apresentação de banners. Cada mestrando, ou dupla de mestrandos fez um banner referente à seus artigos. Colamos nossos banners nas paredes do bloco D. 

Maria Beatriz iniciou as apresentações falando sobre seu banner, resultado de atividades desenvolvida em suas turmas, na construção de uma casa. (Não me lembro qual teórico ela utilizou no artigo, foi o único banner que não tirei foto, pois no final não estava mais pendurado). (ps.: 1 - talvez eu erre a sequência das apresentações, 2 - as qualidades das fotos dos banners não ficaram boas). 

Luí
Luí apresentou o seu banner : "O ensino de matemática e o estudante cego: reflexões de uma professora sobre inclusão através de Vygotsky". É fruto do trabalho de graduação dele. Ele entrevistou de forma semi-estruturada uma professora que atua em uma instituição destinada ao ensino de deficientes visuais. Nossa, é bom percebemos que estou evoluindo, ao menos um pouco, no meu trabalho usei história oral como metodologia, mas na verdade o que eu fiz foram entrevistas semi-estruturadas, não tinha noção nenhuma de métodos de pesquisa, só sabia diferenciar pesquisa quantitativa e qualitativa... Achei esse trabalho do Luí muito interessante, muitas vezes já é difícil ensinar matemática para alunos videntes, imagino o desafio que seja ensinar para alunos deficientes visuais.


Jakson e Mário
Jakson e Mário apresentaram o banner: "O estudo do consumo de eletricidade: uma olhar através da dialógica freiriana". Esse banner me fez lembrar do trabalho da Raíra, mas a Raíra está trabalhando com modelagem matemática. Enfim, o banner é resultado de três aulas aplicadas numa turma de terceiro ano do ensino médio de uma escola pública de Joinville, cujo objetivo era calcular o consumo de aparelhos domésticos, reduzir o valor da conta de energia e evitar o desgaste de aparelhos domésticos. Achei interessante também pois é um conteúdo que faz parte do cotidiano dos alunos e pode gerar debates sobre questões sociais.



George
Banner do George: "A teoria de campos conceituais de Vernaugd e suas contribuições para o ensino de física". O banner trata sobre uma atividade desenvolvida por George em turmas de física. Ele utilizou o google maps, acho formidável essa ferramenta, podem ser abordados diversos conteúdos, por exemplo, uma das minhas aulas do portfólio indicava certos locais cuja arquitetura relacionava-se com o formato de um paraboloide hiperbólico. Mas George utilizou essa ferramenta no cálculo de distância, análise de deslocamento, velocidade..., tudo isso numa perspectiva de Vernaugd.






Ana e Carla
Banner de Ana e Carla: "Uma proposta para o ensino introdutório de ondulatória sob uma perspectiva ausubeliana". Como o título já explica muito bem Ana e Carla apresentam uma proposta de metodologia diferenciada para se introduzir o conteúdo de ondulatória, visto que este conteúdo normalmente não é abordado pelos professores no ensino médio. Eu tive a oportunidade de ter este conteúdo no ensino médio, achei um conteúdo muito interessante, principalmente as ondas sonoras, as frequências das notas...  Concordo com Ausubel como é importante o professor investigar e valorizar aquilo que o aluno já sabe.






Tiago Trento
Banner de Tiago Trento: "Mapas conceituais para a aprendizagem significativa no ensino de ciências". Este trabalho tem por objetivo descrever a relevância dos mapas conceituais no auxílio do processo de uma aprendizagem significativa numa perspectiva do teórico Ausubel. Acho interessante trabalhar com mapas conceituais. Eu gostaria de fazer um mapa conceitual para a prova, só não sei se teria tanto poder de síntese, mas agora tem a opção de imprimir o diário de bordo... 






Thiago Alexandrino

Banner Thiago Alexandrino: "Análise das aulas de física com utilização da robótica educacional na visão piagetiana". Este trabalho é fruto da prática docente do Thiago. Objetivo: verificar se o professor está preparado para essas mudanças no contexto educacional com a inserção da robótica em sua prática. Acho pertinente o questionamento que Thiago fez: como desenvolver no aluno o interesse pela aprendizagem? Fez questionários com professores da escola onde trabalha, alguns se mostraram resistentes ao uso de robótica. Eu não conheço nada de robótica, mas penso que deve ser bem interessante. 






Mayara
Banner Mayara: "Aprendizagem significativa: sequência didática para o ensino de funções orgânicas" Este trabalho é fruto de um projeto aplicado numa turma de terceiro ano do ensino médio numa escola pública de Joinville. Foram realizados 5 encontros com a turma, com o objetivo de construir com o estudante a compreensão o aspecto teórico das pesquisas no ramo farmacêutico, o modo como através da história as drogas assumiram papel importante na sociedade, os efeitos positivos e negativos do uso das drogas (lícitas e ilícitas), a relação da estrutura orgânica das drogas e seu efeito no organismo. Tudo isso numa perspectiva do teórico Ausubel. Achei bacana a dinâmica para verificar os conhecimentos prévios do aluno: uma garrafa ia passando de mão e mão numa espécie de batata-quente, e quando parasse na mão de alguém, este teria que comentar o que sabia sobre determinado assunto contido na garrafa. Isso já é diferente do que chegar na sala e perguntar o que os alunos sabem sobre determinado assunto, não que essa forma não seja válida, mas uma dinâmica pode envolver mais a turma. Confesso que não lembro de praticamente nada de química no ensino médio, balancear uma equação é um mistério para mim. Funções orgânicas? Não lembro nada, para mim funções são afins, quadráticas, polinomiais, exponenciais, trigonométricas... rsrs. Mas quem sabe se eu não tive participado de uma aula assim ainda não me lembraria de algumas coisas desse conteúdo. 

Fizemos uma pausa para o lanche. 



Raiane

Banner Raiane: "Conhecimentos prévios necessários do Cálculo Diferencial e Integral I para o Cálculo Diferencial e Integral II". Não tive muitas ideias para escrever o artigo, pois este deveria abordar algum teórico de aprendizagem. Então aproveitei a atividade proposta na disciplina de TAP, de observação de aulas, realizada numa turma de CDI II do curso de Ciência da Computação da UDESC, analisando-se a postura do professor, o comportamento da turma e os conteúdos abordados. Constatamos, a partir de alguns trechos das aulas, que um dos aspectos mais marcantes do professor, que o mostra com algumas características ausubelianas, é a busca e valorização dos conhecimentos prévios dos alunos. Ademais, realizamos uma pesquisa do tipo estado da arte com o objetivo de apresentar um breve panorama de trabalhos sobre ensino de cálculo numa perspectiva do teórico Ausubel. Percebemos que são poucos os trabalhos que abordam conteúdos de funções de duas ou mais variáveis numa perspectiva da teoria de Ausubel. Sugerem-se trabalhos futuros: como usar e valorizar os conteúdos de CDI I como conhecimentos prévios para o CDI II? 

  
Clarina
Banner Clarina: "As políticas públicas e o perfil do aluno frente à inserção da tecnologia na educação." Este trabalho é um recorte do projeto de pesquisa de mestrado da Clarina. Traz uma reflexão sobre o perfil digital do aluno e as políticas públicas a inserção dessas tecnologias nas escolas. Uma realidade, por exemplo, é a distribuição de tablets para os alunos da rede municipal de ensino (Joinville). Um projeto muito interessante, como aproveitar esses tablets? Mesmo com esses recursos alguns professores e até alunos se mostram resistentes ao seu uso, como Clarina comenta, alunos devolvem o tablet pois se estragar eles precisam reembolsar, e como é pouco usado já preferem devolver, outros que ficam o tablet acabando usando-o somente para joguinhos. 

Lúcio e Ulises

Banner Lucio e Ulises: "O design instrucional de um curso de estatística para o nível superior: uma análise de proposta baseada na teoria de Ausubel utilizando o modelo de aprendizagem híbrida." Eles apresentaram o banner como um mapa conceitual. A proposta é a elaboração de um Objeto de Aprendizagem (OA) para ensinar a disciplina de estatística em cursos de nível superior utilizando o modelo de aprendizagem híbrida. Este OA será elaborado nos princípios do Design Instrucional, fundamentado na teoria de Ausubel. 




Gabriel
Banner Gabriel: "Interpretando a geometria molecular através de modelos feitos com material concreto." Este trabalho é fruto da prática docente do Gabriel em algumas de suas turmas de química. Baseado em concepções construtivistas os alunos confeccionaram maquetes de modelos moleculares. Gabriel comenta a dificuldade de alguns alunos em imaginar ou construir um cubo. Vemos isso na matemática também, a dificuldade na visualização, principalmente tridimensional. No meu projeto de mestrado vamos tentar criar recursos para amenizar essas dificuldades, mas especificamente no contexto de funções de duas variáveis. 




Josiane
Banner Josiane: "Professor x jogo: os protagonistas no ensino da matemática a partir da teoria de Piaget." Agora quando se fala em jogo na educação lembro da Josi, não que ela não saiba falar de outros tópicos, mas esta é a sua especialidade. No seu banner ressalta que o jogo é uma atividade séria, que não deve servir só para trazer diversão para aula e sim ser um recurso pedagógico no qual o professor explora seu conteúdo proposto de forma a promover a construção dos conceitos matemáticos pela prática no mesmo. Também fala no seu banner do pensamento lógico-matemático segundo Piaget, o jogo como elemento de estimulação no processo e de ensino e a formação do professor e a estratégia de ensino.  (Gostei do azul de fundo). Discutimos sobre o jogo no ensino superior. Na minha graduação não usei e nenhum professor utilizou algum jogo para conteúdo de nível superior. Será que existem jogos nesse sentido? 


Raíra
Banner Raíra: "Ensino de matemática e educação ambiental: algumas concepções de Paulo Freire" Muito interessante a frase de Paulo Freire: "Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo." Raíra comenta no seu banner sobre a importância da problematização. Além disso, fala sobre o ensino de matemática e a educação ambiental, numa perspectiva de Paulo Freire. 






Pamela
Banner Pamela: "O ensino de matemática na educação infantil segundo a perspectiva piagetiana". Este trabalho é fruto de uma pesquisa bibliográfica realizada ao longo da disciplina de Teorias de Aprendizagem. Objetivos: discutir o ensino e aprendizagem de matemática na educação infantil, analisar de que forma o ensino de matemática deve estar estruturado de acordo com os documentos oficiais e debater aspectos importantes da teoria piagetiana a respeito do ensino de matemática neste período de escolarização. Acho um debate bem pertinente. Acho que não conseguiria ser professora de matemática de anos iniciais muito menos da educação infantil, acho muito complexo ensinar o que, aos meus olhos, já é muito trivial, como o conceito de número, por exemplo, e as quatro operações básicas. 

Thiago Alex
Banner Thiago Alex: "A ecologia da ação na prática docente: um estudo de caso". Este trabalho é fruto de uma observação do Thiago de uma professora de Ciências de um 6º ano de uma escola pública de Jaraguá do Sul. Observou o projeto terrário, desenvolvido por essa professora, além disso realizou uma entrevista focalizada escrita. Acabou por constatar que a professora segue a ecologia da ação, um termo proposto por Edgar Morin. A professora nem conhecia a ecologia da ação. Nesse sentido a mestranda Sandra relatou sua experiência na seleção para este mestrado, ao perguntar porque sua orientadora havia escolhido-a, esta disse que foi porque viu a pedagogia histórico-crítica (PHC) no trabalho da Sandra, mas semelhantemente à professora observada por Thiago, Sandra desconhecia a PHC. 
Sandra

Por último, mas não menos importante o banner da Sandra: "A teoria de Lev Vygotsky, a pedagogia histórico-crítica e o ensino de ciências naturais" Digamos que este trabalho é um revisão bibliográfica (não sei se é bem esse o termo) sobre a teoria de Vygotsky, falando da Zona de desenvolvimento proximal, a relação com a pedagogia histórico-crítica (antes de entrar no mestrado também desconhecia essa pedagogia), que surgiu em 1980 como uma resposta à necessidade amplamente sentida entre os educadores brasileiros de superação dos limites tanto das pedagogias não-críticas, representadas pelas concepções tradicional, escolanovista e tecnicista. 

A professora encerrou a aula passando uns recadinhos, comentando da prova!

Percepções pessoais: gostei bastante dessa atividade de apresentação de banners, achei muitos trabalhos interessantes e dá gosto de ver a preocupação e motivação na busca pelo aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário