quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Aula do dia 13/10 - Piaget

Relato da aula do dia 13/10.

Seguindo sugestões da aula passada, a aula começou com a apresentação de Pamela e Raíra sobre Piaget (1896 - 1980). Quanto à sua formação, era um filósofo que se transformou em psicólogo. Além disso, também possuía formação biológica.  Seus objetivos podem ser apresentados como duas perguntas: o que é conhecimento? Como aprendemos? Ele é um dos principais representantes do construtivismo, sua ênfase reside em aspectos biológicos, mas não descartando/rejeitando aspectos sociais. Para Piaget a aprendizagem é uma construção. 

Para Piaget, existem três tipos de conhecimento: físico, lógico-matemático e social. No processo de construção do conhecimento se fazem presente a assimilação, adaptação e acomodação, lembrando que a palavra acomodação, aqui, não significa passividade, significa sedimentação. O indivíduo precisa de uma maturação biológica para poder se apropriar do conhecimento. Outro termo usado por Piaget é equilíbrio. A professora comentou que este equilíbrio pode ser tanto não saber nada sobre um conteúdo, e esse não-saber não implicar em nada, como o ter o conhecimento do conteúdo. 

No desenvolvimento da inteligência, para Piaget, temos a maturação, experiência,  social e equilibração. Lembrando que o desenvolvimento é um processo linear contínuo, sem retrocessos. Outro item comentando é saber trabalhar a partir do erro do aluno, não simplesmente dizer que está errado porque não fechou com o gabarito, mas verificar as dificuldades do aluno. 

Piaget faz uma divisão por idades do desenvolvimento da criança. Surgem algumas críticas pois seus estudos foram principalmente realizados com seus filhos. Mas, os estágios são:

Sensório-motor (0 - 2 anos)
Pré-operacional (2 - 7 anos)
Operações concretas (7 - 12 anos)
Operações formais (12 anos em diante)

Como todos já estamos no estágio de operações formais, de acordo com Piaget seríamos capazes de resolver um problema de lógica como o que Raíra e Pamela trouxeram.

A apresentação foi interessante, gosto bastante do prezi, deixa a apresentação mais dinâmica, e os vídeos apresentados também foram pertinentes. 

Lúcio questionou se Piaget havia estudado crianças com, digamos, síndromes. Piaget só estudou "crianças normais". A partir daí iniciou-se uma discussão sobre a inclusão nas escolas. É uma questão bem complexa. 


A professora fez algumas considerações sobre a apresentação de Gardner, disse que achou uma apresentação interessante, comentou sobre a questão de música e matemática, que a mnemônica é uma música, normalmente paródia, para memorização. Também recomendou dois livros de Celso Antunes - Inteligência Múltipla e seus jogos, e Na sala de aula. Outra coisa é o cuidado em falar termos como 'esse cara', que no caso fui eu que usei para me referir a Gauss. Coitado, devia ter me referido a ele como senhor... Isso me fez lembrar de algumas coisas... 

Primeiro, que eu contei essa mesma história na turma em que realizei meu estágio no ensino médio, provavelmente também devo ter chamado Gauss de cara. Outra coisa: nesse mesmo estágio tive a oportunidade de observar uma professora de Matemática que foi minha professora no ensino médio. Foi muito interessante reparar em detalhes que antes como aluna eu não percebia, e um deles é a forma como a professora chama certos termos matemáticos, por exemplo, para o ponto (-1,6) ela chamou de “esse cidadão”, o que esse cidadão está nos “dizendo”? Para a raiz de uma função: o ponto que está “dorminhocando” no eixo x. Função afim é só um nomezinho chique para função do 1º grau. E esse 'cara' que tá somando passa pro outro lado subtraindo... Outro termo usado pela professora é 'conversar com a lei', a lei no caso, é uma função afim. Numa outra aula também teve um pouco de "informalização matemática", como expressões do tipo "conversa com a lei e não comigo", "nomenclatura desses bichos aqui”, "este cara feioso". 

Na minha observação de aulas que fiz mês passado, o professor também em algum momentos se referia ao limite de uma função de duas variáveis como 'esse cara'. Durante minha graduação também tive professores que usavam a expressão esse cara. O esse cara podia ser o gráfico de uma função, pontos de uma função, ou a própria função. Refletindo, realmente soa estranho falar esse cara, a função é uma pessoa? 

Fizemos o lanche, com o já quase tradicional patê, muito saboroso, e uma torta deliciosa feita pela Pamela.

A professora fez algumas considerações sobre os relatórios de observações de aulas. Frisou a forma correta de fazer citações. Disse que no geral achou os trabalhos muito bons e gostou dos estados da arte. 

O previsto era todos apresentarem suas observações, mas já eram 20h48! Então só Carla apresentou seu relatório. Ela observou uma professora de história, o que achei interessante, pois achei que ela iria observar aulas de física. E o teórico de aprendizagem que embasa a prática docente dessa professora, assim como o professor que eu observei, é Ausubel.

Percepções pessoais: o tempo nessa disciplina passa muito rápido. Acho válido ter mais tempo para discussão depois das apresentações, que dificilmente ocorrem, pois as apresentações acabam às 21h, mas a turma interage durante a apresentação. Porém gosto de ouvir os diários de bordo dos colegas, o glossário e o portfólio. E fazendo essa dinâmica de iniciar a aula pela apresentação, não deu tempo para ler nenhum diário de bordo, nem o glossário, nem a apresentação de um plano de aula.

Apresentação Piaget

Mural Piaget

Contribuições da professora sobre Piaget.

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