domingo, 22 de novembro de 2015

Considerações finais

Relembrando... dia 11/08/15, primeira aula de Teorias de Aprendizagem, confesso que fiquei assustada com o Plano de ensino apresentado pela professora. Pensei, será que vou conseguir fazer tudo isso? Eu era acostumada a resolver listas de exercícios e fazer provas, agora neste mestrado as disciplinas exigiram de mim mais leitura e escrita, acho que lido melhor com os números do que com as palavras, mas tentei me esforçar ao fazer todas as atividades propostas. Então aqui seguem algumas das atividades feitas:

Atividades desenvolvidas:

- Diário de bordo, que é este próprio blog. Fiz na forma de blog por achar mais organizado e interativo, podendo acrescentar links, vídeos, imagens... Não sei se expressei bem minhas percepções pessoais de cada aula, mas tentei.

- Portfólio: 5 planos de aulas baseados no conteúdo e autor da apresentação. Então fiz 5 planos de aula sobre conteúdos de Cálculo Diferencial e Integral II, numa perspectiva do teórico Gardner. Foi uma atividade muito interessante de se fazer, tive que pesquisar bastante coisa, porém é legal e pertinente pensar em metodologias diferenciadas.

- Apresentação Gardner  : Seminário feito em dupla, apresentado por mim e pela Mayara. Foi muito legal fazer esse trabalho, gostei da teoria de Gardner, concordo plenamente que os alunos não aprendem da mesma maneira, portanto a forma de ensinar não deve ser única, devemos buscar metodologias diferenciadas e também avaliar de formas diferentes, valorizando as inteligências de cada aluno ou promovendo atividades para que o aluno descubra e/ou desenvolva novas inteligências.

- Mural Gardner : contém biografia, concepção de homem, concepção de sociedade, concepção de educação, papel do professor, papel do aluno, palavras-chave, metodologias utilizadas e algumas obras. Ressalto aqui que para Gardner não há um método a ser seguido.


- Glossário Gardner :  Nós elencamos as seguintes palavras: agente da escola comunidade, agente do currículo para o aluno, especialistas em avaliação, idiossincrático, inteligência, inteligência corporal-cinestésica, inteligência espacial, inteligência interpessoal, inteligência intrapessoal, inteligência linguística, inteligência lógico-matemática, inteligência musical, inteligência naturalista, inteligência pictórica, professor, professores-mestres.

Observação: Mais detalhes ver a postagem "Aula do dia 06/10 - Gardner".

- Relatório de observações de aula: Observei 4 aulas de um professor da UDESC, numa turma de Cálculo Diferencial e Integral II (CDI II) da Ciência da Computação. O professor, por valorizar e investigar os conhecimentos prévios dos alunos sobre Cálculo Diferencial e Integral I (CDI), mostrou-se com traços da teoria de Ausubel. Foi bem interessante esta atividade, pois me fez refletir sobre como conteúdos de CDI I podem ser vistos como conhecimentos prévios para o CDI II.

- Banner:  referente ao artigo. Título: "Conhecimentos prévios necessários do Cálculo Diferencial e Integral I para o Cálculo Diferencial e Integral II". (Mais detalhes ver postagem "Aula do dia 17/11"

- Artigo (em desenvolvimento): acabei escrevendo sobre o meu relatório de observações de aula. 

Arquivos da professora:

Introdução : apresentação realizada pela professora no decorrer da disciplina, com os temas: teoria, aprendizagem, teorias de aprendizagem, inatismo, ambientalismo, construtivismo, sociointeracionismo, comportamentalismo, cognitivismo e humanismo.

Referências: sobre cada teórico de aprendizagem estudado na disciplina (Skinner, Ausubel, Paulo Freire, Bruner, Wallon, Gardner, Piaget, Vygotsky, Vergnaud), pressupostos teóricos para elaboração de propostas para o ensino e conexionismo.

Essa disciplina (Teorias de Aprendizagem) foi muito proveitosa, um pouco trabalhosa, mas aprendi muita coisa, as discussões durante as aulas foram enriquecedoras, as explicações da professora interessantes, as apresentações dos colegas construtivas e as atividades propostas profícuas. 

Ainda não estou bem decidida qual teórico eu sigo... Acho que estou entre  o sociointeracionismo e construtivismo. Gostei bastante da teoria das inteligências múltiplas, talvez "eu seja Gardner". Penso que os alunos não aprendem da mesma forma e devemos buscar metodologias e formas de avaliação diferenciadas além de valorizar o que o aluno já sabe.
Primeira turma do PPGCEMT

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Aula do dia 17/11 - apresentação de banners

Relato da aula do dia 17/11

Esta aula foi destinada à apresentação de banners. Cada mestrando, ou dupla de mestrandos fez um banner referente à seus artigos. Colamos nossos banners nas paredes do bloco D. 

Maria Beatriz iniciou as apresentações falando sobre seu banner, resultado de atividades desenvolvida em suas turmas, na construção de uma casa. (Não me lembro qual teórico ela utilizou no artigo, foi o único banner que não tirei foto, pois no final não estava mais pendurado). (ps.: 1 - talvez eu erre a sequência das apresentações, 2 - as qualidades das fotos dos banners não ficaram boas). 

Luí
Luí apresentou o seu banner : "O ensino de matemática e o estudante cego: reflexões de uma professora sobre inclusão através de Vygotsky". É fruto do trabalho de graduação dele. Ele entrevistou de forma semi-estruturada uma professora que atua em uma instituição destinada ao ensino de deficientes visuais. Nossa, é bom percebemos que estou evoluindo, ao menos um pouco, no meu trabalho usei história oral como metodologia, mas na verdade o que eu fiz foram entrevistas semi-estruturadas, não tinha noção nenhuma de métodos de pesquisa, só sabia diferenciar pesquisa quantitativa e qualitativa... Achei esse trabalho do Luí muito interessante, muitas vezes já é difícil ensinar matemática para alunos videntes, imagino o desafio que seja ensinar para alunos deficientes visuais.


Jakson e Mário
Jakson e Mário apresentaram o banner: "O estudo do consumo de eletricidade: uma olhar através da dialógica freiriana". Esse banner me fez lembrar do trabalho da Raíra, mas a Raíra está trabalhando com modelagem matemática. Enfim, o banner é resultado de três aulas aplicadas numa turma de terceiro ano do ensino médio de uma escola pública de Joinville, cujo objetivo era calcular o consumo de aparelhos domésticos, reduzir o valor da conta de energia e evitar o desgaste de aparelhos domésticos. Achei interessante também pois é um conteúdo que faz parte do cotidiano dos alunos e pode gerar debates sobre questões sociais.



George
Banner do George: "A teoria de campos conceituais de Vernaugd e suas contribuições para o ensino de física". O banner trata sobre uma atividade desenvolvida por George em turmas de física. Ele utilizou o google maps, acho formidável essa ferramenta, podem ser abordados diversos conteúdos, por exemplo, uma das minhas aulas do portfólio indicava certos locais cuja arquitetura relacionava-se com o formato de um paraboloide hiperbólico. Mas George utilizou essa ferramenta no cálculo de distância, análise de deslocamento, velocidade..., tudo isso numa perspectiva de Vernaugd.






Ana e Carla
Banner de Ana e Carla: "Uma proposta para o ensino introdutório de ondulatória sob uma perspectiva ausubeliana". Como o título já explica muito bem Ana e Carla apresentam uma proposta de metodologia diferenciada para se introduzir o conteúdo de ondulatória, visto que este conteúdo normalmente não é abordado pelos professores no ensino médio. Eu tive a oportunidade de ter este conteúdo no ensino médio, achei um conteúdo muito interessante, principalmente as ondas sonoras, as frequências das notas...  Concordo com Ausubel como é importante o professor investigar e valorizar aquilo que o aluno já sabe.






Tiago Trento
Banner de Tiago Trento: "Mapas conceituais para a aprendizagem significativa no ensino de ciências". Este trabalho tem por objetivo descrever a relevância dos mapas conceituais no auxílio do processo de uma aprendizagem significativa numa perspectiva do teórico Ausubel. Acho interessante trabalhar com mapas conceituais. Eu gostaria de fazer um mapa conceitual para a prova, só não sei se teria tanto poder de síntese, mas agora tem a opção de imprimir o diário de bordo... 






Thiago Alexandrino

Banner Thiago Alexandrino: "Análise das aulas de física com utilização da robótica educacional na visão piagetiana". Este trabalho é fruto da prática docente do Thiago. Objetivo: verificar se o professor está preparado para essas mudanças no contexto educacional com a inserção da robótica em sua prática. Acho pertinente o questionamento que Thiago fez: como desenvolver no aluno o interesse pela aprendizagem? Fez questionários com professores da escola onde trabalha, alguns se mostraram resistentes ao uso de robótica. Eu não conheço nada de robótica, mas penso que deve ser bem interessante. 






Mayara
Banner Mayara: "Aprendizagem significativa: sequência didática para o ensino de funções orgânicas" Este trabalho é fruto de um projeto aplicado numa turma de terceiro ano do ensino médio numa escola pública de Joinville. Foram realizados 5 encontros com a turma, com o objetivo de construir com o estudante a compreensão o aspecto teórico das pesquisas no ramo farmacêutico, o modo como através da história as drogas assumiram papel importante na sociedade, os efeitos positivos e negativos do uso das drogas (lícitas e ilícitas), a relação da estrutura orgânica das drogas e seu efeito no organismo. Tudo isso numa perspectiva do teórico Ausubel. Achei bacana a dinâmica para verificar os conhecimentos prévios do aluno: uma garrafa ia passando de mão e mão numa espécie de batata-quente, e quando parasse na mão de alguém, este teria que comentar o que sabia sobre determinado assunto contido na garrafa. Isso já é diferente do que chegar na sala e perguntar o que os alunos sabem sobre determinado assunto, não que essa forma não seja válida, mas uma dinâmica pode envolver mais a turma. Confesso que não lembro de praticamente nada de química no ensino médio, balancear uma equação é um mistério para mim. Funções orgânicas? Não lembro nada, para mim funções são afins, quadráticas, polinomiais, exponenciais, trigonométricas... rsrs. Mas quem sabe se eu não tive participado de uma aula assim ainda não me lembraria de algumas coisas desse conteúdo. 

Fizemos uma pausa para o lanche. 



Raiane

Banner Raiane: "Conhecimentos prévios necessários do Cálculo Diferencial e Integral I para o Cálculo Diferencial e Integral II". Não tive muitas ideias para escrever o artigo, pois este deveria abordar algum teórico de aprendizagem. Então aproveitei a atividade proposta na disciplina de TAP, de observação de aulas, realizada numa turma de CDI II do curso de Ciência da Computação da UDESC, analisando-se a postura do professor, o comportamento da turma e os conteúdos abordados. Constatamos, a partir de alguns trechos das aulas, que um dos aspectos mais marcantes do professor, que o mostra com algumas características ausubelianas, é a busca e valorização dos conhecimentos prévios dos alunos. Ademais, realizamos uma pesquisa do tipo estado da arte com o objetivo de apresentar um breve panorama de trabalhos sobre ensino de cálculo numa perspectiva do teórico Ausubel. Percebemos que são poucos os trabalhos que abordam conteúdos de funções de duas ou mais variáveis numa perspectiva da teoria de Ausubel. Sugerem-se trabalhos futuros: como usar e valorizar os conteúdos de CDI I como conhecimentos prévios para o CDI II? 

  
Clarina
Banner Clarina: "As políticas públicas e o perfil do aluno frente à inserção da tecnologia na educação." Este trabalho é um recorte do projeto de pesquisa de mestrado da Clarina. Traz uma reflexão sobre o perfil digital do aluno e as políticas públicas a inserção dessas tecnologias nas escolas. Uma realidade, por exemplo, é a distribuição de tablets para os alunos da rede municipal de ensino (Joinville). Um projeto muito interessante, como aproveitar esses tablets? Mesmo com esses recursos alguns professores e até alunos se mostram resistentes ao seu uso, como Clarina comenta, alunos devolvem o tablet pois se estragar eles precisam reembolsar, e como é pouco usado já preferem devolver, outros que ficam o tablet acabando usando-o somente para joguinhos. 

Lúcio e Ulises

Banner Lucio e Ulises: "O design instrucional de um curso de estatística para o nível superior: uma análise de proposta baseada na teoria de Ausubel utilizando o modelo de aprendizagem híbrida." Eles apresentaram o banner como um mapa conceitual. A proposta é a elaboração de um Objeto de Aprendizagem (OA) para ensinar a disciplina de estatística em cursos de nível superior utilizando o modelo de aprendizagem híbrida. Este OA será elaborado nos princípios do Design Instrucional, fundamentado na teoria de Ausubel. 




Gabriel
Banner Gabriel: "Interpretando a geometria molecular através de modelos feitos com material concreto." Este trabalho é fruto da prática docente do Gabriel em algumas de suas turmas de química. Baseado em concepções construtivistas os alunos confeccionaram maquetes de modelos moleculares. Gabriel comenta a dificuldade de alguns alunos em imaginar ou construir um cubo. Vemos isso na matemática também, a dificuldade na visualização, principalmente tridimensional. No meu projeto de mestrado vamos tentar criar recursos para amenizar essas dificuldades, mas especificamente no contexto de funções de duas variáveis. 




Josiane
Banner Josiane: "Professor x jogo: os protagonistas no ensino da matemática a partir da teoria de Piaget." Agora quando se fala em jogo na educação lembro da Josi, não que ela não saiba falar de outros tópicos, mas esta é a sua especialidade. No seu banner ressalta que o jogo é uma atividade séria, que não deve servir só para trazer diversão para aula e sim ser um recurso pedagógico no qual o professor explora seu conteúdo proposto de forma a promover a construção dos conceitos matemáticos pela prática no mesmo. Também fala no seu banner do pensamento lógico-matemático segundo Piaget, o jogo como elemento de estimulação no processo e de ensino e a formação do professor e a estratégia de ensino.  (Gostei do azul de fundo). Discutimos sobre o jogo no ensino superior. Na minha graduação não usei e nenhum professor utilizou algum jogo para conteúdo de nível superior. Será que existem jogos nesse sentido? 


Raíra
Banner Raíra: "Ensino de matemática e educação ambiental: algumas concepções de Paulo Freire" Muito interessante a frase de Paulo Freire: "Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo." Raíra comenta no seu banner sobre a importância da problematização. Além disso, fala sobre o ensino de matemática e a educação ambiental, numa perspectiva de Paulo Freire. 






Pamela
Banner Pamela: "O ensino de matemática na educação infantil segundo a perspectiva piagetiana". Este trabalho é fruto de uma pesquisa bibliográfica realizada ao longo da disciplina de Teorias de Aprendizagem. Objetivos: discutir o ensino e aprendizagem de matemática na educação infantil, analisar de que forma o ensino de matemática deve estar estruturado de acordo com os documentos oficiais e debater aspectos importantes da teoria piagetiana a respeito do ensino de matemática neste período de escolarização. Acho um debate bem pertinente. Acho que não conseguiria ser professora de matemática de anos iniciais muito menos da educação infantil, acho muito complexo ensinar o que, aos meus olhos, já é muito trivial, como o conceito de número, por exemplo, e as quatro operações básicas. 

Thiago Alex
Banner Thiago Alex: "A ecologia da ação na prática docente: um estudo de caso". Este trabalho é fruto de uma observação do Thiago de uma professora de Ciências de um 6º ano de uma escola pública de Jaraguá do Sul. Observou o projeto terrário, desenvolvido por essa professora, além disso realizou uma entrevista focalizada escrita. Acabou por constatar que a professora segue a ecologia da ação, um termo proposto por Edgar Morin. A professora nem conhecia a ecologia da ação. Nesse sentido a mestranda Sandra relatou sua experiência na seleção para este mestrado, ao perguntar porque sua orientadora havia escolhido-a, esta disse que foi porque viu a pedagogia histórico-crítica (PHC) no trabalho da Sandra, mas semelhantemente à professora observada por Thiago, Sandra desconhecia a PHC. 
Sandra

Por último, mas não menos importante o banner da Sandra: "A teoria de Lev Vygotsky, a pedagogia histórico-crítica e o ensino de ciências naturais" Digamos que este trabalho é um revisão bibliográfica (não sei se é bem esse o termo) sobre a teoria de Vygotsky, falando da Zona de desenvolvimento proximal, a relação com a pedagogia histórico-crítica (antes de entrar no mestrado também desconhecia essa pedagogia), que surgiu em 1980 como uma resposta à necessidade amplamente sentida entre os educadores brasileiros de superação dos limites tanto das pedagogias não-críticas, representadas pelas concepções tradicional, escolanovista e tecnicista. 

A professora encerrou a aula passando uns recadinhos, comentando da prova!

Percepções pessoais: gostei bastante dessa atividade de apresentação de banners, achei muitos trabalhos interessantes e dá gosto de ver a preocupação e motivação na busca pelo aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Aula do dia 10/11 - Pressupostos e Conexionismo

Relato da aula do dia 10/11/15

A aula começou com a apresentação da Clarina e da Josi: Pressupostos teóricos para elaboração de propostas para o ensino. Iniciaram com uma história de Ruth Rocha: Quando a escola é de vidro, que serviu como reflexão para o nosso papel como professor, o papel da escola e o papel dos alunos.

A apresentação foi principalmente baseada no livro de Eduardo Fleury Mortimer (Pressupostos Teóricos para a elaboração de propostas de ensino: MORTIMER, Eduardo Fleury. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000). Passaram a definição de pressuposto de acordo com o dicionário Aurélio. Falaram da corrente construtivista, modelo conceitual, estratégias de ensino baseadas na explicitação de ideias, meta-aprendizagem (que estuda como funciona a memorização). Também comentaram sobre ideias prévias, a teoria de Piaget: assimilação - acomodação - equilibração.

Conduziram uma dinâmica, para nos desequilibrar um pouco. Josi passou nos instruções formais para desenhar determinadas figuras, como elipses e retas paralelas ou divergentes. Não podíamos fazer perguntas durante o processo. Aqui compartilho o meu resultado depois das instruções:

Alguns não conseguiram desenhar a galinha, ficou um outro desenho estranho. Fica a reflexão, o que acontece quando despejamos para o aluno o conteúdo de forma burocrática sem permitir que o aluno faça questionamentos?

Falaram sobre lacuna: ausência, conflito: ideias pré-existentes. Ressaltaram que estratégias de ensino devem considerar lacunas e conflitos como características importantes no processo de ensino e aprendizagem. Falaram sobre Lakatos (1970) e os cinturões protetores. Com expressões representada por imagens como engolir o sapo. Se essa mesma imagem fosse mostrada numa outra cultura, poderia ser que a imagem não fizesse sentido nenhum, pois nessa cultura não existe a expressão 'engolir o sapo'.

Apresentaram também como estratégias as analogias. Alguns autores criticam o uso de analogias. A professora e demais colegas frisaram que as analogias podem confundir, por serem modelos distantes do real, como por exemplo, comparar um modelo atômico com uma cebola. No entanto, analogia podem ser muito úteis, como Mário compartilhou, que ensina para seus alunos de 5 anos que o elétron é um bichinho e o resistor é uma guarda de trânsito que controla os bichinhos, depois Mário utiliza só os termos corretos (elétrons, resistor). Achei bem interessante esta citação de Claparède (1950): entender diferença é mais fácil do que entender semelhanças.

Comentaram sobre a importância de usar a linguagem cotidiana como estratégia de ensino. No entanto a linguagem científica também deve ser introduzida, por exemplo, pode-se usar a analogia do chapeuzinho do palhaço para se referir ao cone, mas depois recomenda-se usar somente o termo cone. Falaram sobre a noção do perfil conceitual como alternativa para a construção de estratégias de ensino e análise de evolução conceitual. Comentaram sobre modelos: todos alunos não aprendem da mesma maneira. Não existe modelo único.

Brincamos de Escravos de Jó. Só não deu muito certo... É um jogo que serve para trabalhar lateralidade e ritmo. Josi leu um texto a fim de refletirmos sobre como nós éramos quando adolescentes e os nossos alunos de hoje.

Comentaram sobre o livro "A escola mudou ou foi mudada?" Reflexões de Áttico Chassot.  (A Escola mudou ou foi mudada? CHASSOT, Attico. Educação consciência. 2 ed. –Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2007.) Bem que esse nome não me pareceu estranho! Tive a oportunidade de presenciar uma palestra dele na IV Semana da Matemática em 2012! 



Mostraram uma parte do documentário "Quando sinto que já sei" sobre o projeto GENTE, que fez lembrar muito da Escola da Ponte. Um projeto muito interessante, onde o aluno é um sujeito ativo e central no processo de ensino e aprendizagem, construindo seu conhecimento, com auxílio de um professor mediador. Não há divisão por faixa etária, os alunos são divididos em famílias de 6 alunos.

Aqui o vídeo completo do documentário: 


Para encerrar, conduziram uma dinâmica dos floquinhos de algodão, que culminou com a turma distribuindo abraços entre si.

Percepções pessoais: gostei da apresentação, foi bem reflexiva e esclarecedora. Desejo uma educação com menos professores que "cospem" o conteúdo e mais professores orientadores ou mediadores, e que os alunos sejam ativos.

Apresentação pressupostos teóricos para elaboração de propostas de ensino

Glossário pressupostos

Depois da pausa para o lanche, Thiago Alex e Maria Beatriz iniciaram sua apresentação sobre o conexionismo. Um termo novo para mim. Para alguns é uma teoria. Achei bem densa a apresentação, não que não tenha sido tudo devidamente explicado, mas muitos termos eu desconhecia, então foi difícil de acompanhar, meus neurônios não captaram tudo rsrs. Mas vou falar aqui um pouco sobre a apresentação.

O conexionismo busca compreender como aprendemos, valorizando aspectos da neuroanatomia e considerando a influência do meio. Iniciaram dando um exemplo sobre a música, que envolve conceitos de matemática, física, química e biologia, como a música se processa no nosso cérebro? Falaram de redes neurais. Passaram uma atividade de ritmo, batendo palmas. Sou péssima com ritmo, mesmo tendo feito 3 anos de linguagem musical, tinha pavor das provas de ditado rítmico. 


Thorndike
O conexionismo também pode ser chamado de associacionismo, tendo fortes influências de Thorndike. Falaram de conexões neurais e das principais leis de Thorndike: lei do efeito - fortalecimento, lei do exercício - uso, lei da prontidão - preparo para a ação. Thorndike introduziu a taxa de aprendizagem, fazia gráficos de medição da aprendizagem. Mostraram um vídeo, o puzzle box:



Pode-se dizer que o conexionismo está entre o behaviorismo (estímulo - resposta) e o simbolismo (input - output). Sendo o conexionismo (input units - output units). O conexionismo é estruturalista, enfatizando a sinapse neural. Apresentaram também relações entre o interacionismo e o conexionismo, ambos admitem a interação com o meio e consideram o erro importante. Falaram de plasticidade neural que é a possibilidade de ativar memória a partir de vivências. Falaram também de scaffolding ou andaimento, isso não sei explicar... 

Mostraram relações entre o sociointeracionismo e o conexionismo, aqui também ambos concordam sobre a relevância do meio para a aprendizagem.

Apresentaram relações entre o conexionismo e a neurociência. Falaram de neurolinguística, tomografia computorizada e ressonâncias funcionais.

Explicaram o funcionamento físico e químico de um neurônio. A sinapse é a reação entre dois neurônios. Nós temos aproximadamente 86 bilhões de neurônios, 50 trilhões de sinapses e 100 milhões de sensações por segundo! Alguns colegas da turma comentaram sobre drogas que alteram o funcionamento do cérebro, como a cocaína, que aumenta o estímulo de eletricidade e ficamos mais ativos, e o LSD troca as sinapses. Aprender, no conexionismo, é reforçar as sinapses e ativar novas. O conhecimento é engramado entre as sinapses. Josi sugeriu o filme divertidamente que ilustra essa questão.

Falaram de inteligência artificial. Comentaram sobre placas de silício, que uma tecnologia de ponta, mas ainda não é igual a um cérebro humano, pois não faz tantas conexões como um cérebro humano faz. Falaram de Eliza e do BotlibreFalaram também de backpropagation e flashcard. De acordo com a dupla, eles diriam que o conexionismo é um neobehaviorismo. Será?

Que teoria complexa...

Apresentação conexionismo

Glossário conexionismo

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Aula do dia 03/11 - Palestra e Vernaugd

A aula iniciou com uma palestra da psicóloga Juliane Cristine Koerber Reis: "Deficiência intelectual atualização DSM - V e WISC - IV" Atualmente ela trabalha no NAIPE – Núcleo de Assistência Integral ao Paciente Especial, que é uma Unidade de Referência da Secretaria Municipal da Saúde de Joinville na assistência integral a pessoas com deficiência intelectual e casos associados. Para tanto conta com uma equipe multidisciplinar que atende interdisciplinarmente, formada por: Cirurgião Dentista, Médicos (pediatra, psiquiatra, neuropediatra), Psicólogo, Terapeuta Ocupacional, Pedagogo, Enfermeiro, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo e Assistente Social.

Juliane Respondeu prontamente as perguntas feitas, só no primeiro slide já ficamos uma meia hora, rsrsrs. Comentou que em média há 1 profissional para 40 pessoas na fila de avaliação, e além disso, cada avaliação necessita de no mínimo 8 encontros. Falou sobre escalas Wechsler.

Um problema que pode afetar ainda mais o sujeito que tenha alguma deficiência e a negligência dos pais, que por vezes são intolerantes à frustração. Além do atendimento ao deficiente intelectual, a família também recebe orientações. Os apoios ao deficiente intelectual podem ser: episódico, intermitente, contínuo. O apoio contínuo é mais indicado para deficiências severas. Porém, deficientes leves podem acabar recebendo apoio contínuo em casa e na escola, tendo um professor auxiliar que faz todas as atividades para o aluno, e isso pode prejudicar seu desenvolvimento. Indicou o filme I am Sam. (Uma lição de amor)

A professora Tatiana comentou que a inclusão caiu de para-quedas. Ainda não estamos preparados, não temos uma formação de professores auxiliares adequada. A inclusão pode ser considerada artificial, é uma questão complexa, mas que precisa ser trabalhada.

Percepções pessoais: achei a palestra muito proveitosa, sei pouco sobre o assunto e concordo que a questão da inclusão nas escolas é muito complexa.


Foto tirada pelo Lúcio: a turma e a palestrante
Depois do lanche, Pedro e George iniciaram sua apresentação sobre o teórico francês Vernaugd (1933 - ). Ele é pragmático, foi orientado por Piaget e também teve influências de Vygotsky. Orientou mais de 80 teses e dissertações é um pesquisador em didática da Matemática, criador da Teoria dos campos conceituais. Trabalha numa psicologia cognitivista. Para Vernaugd o saber forma-se a partir da resolução de um problema, de situações a dominar.
Para exemplificar o que é um campo conceitual fizeram uma analogia, imaginando a pasta TAP de nossos computadores. O que há dentro dessa pasta? O que pode ser retirado/acrescentado? Mostram um exemplo de campo conceitual referente ao tema radioatividade, a figura assemelhasse à um mapa conceitual, porém, há diferenças entre campo conceitual e mapa conceitual. Um mapa conceitual é mais específico, dentro de uma disciplina. Já um campo conceitual é interdisciplinar. Pesquisando sobre essa diferença entre mapa conceitual e campo conceitual, acabei encontrado um mapa conceitual da teoria de campos conceituais, feito por Moreira:
Fonte: http://www.if.ufrgs.br/ienci/artigos/Artigo_ID80/v7_n1_a2002.pdf
Esse mapa conceitual já mostra quase tudo que Pedro e George apresentaram. Eles falaram que no campo conceitual há (S,I,J): S: conjunto de situações I: conjunto de invariantes e J: conjunto de representações simbólicas.

Falaram sobre esquema. Deram o exemplo de locomoção, o ato de traçar uma rota mental é um esquema. Falaram que no esquema há meta e antecipações, regras de ação do tipo se ... então, invariantes operatórios e possibilidades de inferências.

A professora ressaltou o cuidado para que um esquema não vire um automatismo. Como o exemplo da Sandra, que já tinha o esquema do trajeto de sua casa até o seu local de trabalho tão automático, que um dia que foi levar sua filha para escola, estava indo para o seu local de trabalho.

Outros termos importantes na teoria dos campos conceituas são Teorema-em-ação e conceito-em-ação, estes apresentam uma relação dialética.

Exemplificaram muito bem supondo que um garoto precisasse colocar um prato para cada pessoa na mesa, sendo que haviam pessoas na sala e no jardim. O menino contou quantos haviam na sala e quantos haviam no jardim e somou os resultados para saber quantos pratos colocar. Implicitamente o garoto usou a ideia de cardinalidade, sendo A as pessoas da sala e B as pessoas do jardim, #(AUB)= #A + #B, pois A e B são disjuntos, ou seja, não tem como uma pessoa estar na sala e no jardim ao mesmo tempo.

Outro exemplo interessante foi o de uma multiplicação. Pedro disse que sua mãe ensinou assim:
4 x 6 = 4 x 5 + 4 = 20 + 4 = 24 (Pois a tabuada do 5 é fácil de lembrar). 
Na verdade o que ela fez foi:
4 x 6 = 4 x (5+1) = 4 x 5 + 4 x 1 = 20 + 4 = 24. A aplicação da propriedade distributiva é um teorema-em-ação, e a multiplicação e soma em si são conceitos-em-ação. 

O objetivo da educação, na perspectiva de Vernaugd é tornar explícito o implícito. Nesse mesmo exemplo, a mãe de Pedro implicitamente aplicou a propriedade distributiva, e depois Pedro explicitou para sua mãe que aquilo que ela fez recebe esse nome. 

A dupla fez uma dinâmica na qual Sandra foi comprar ingredientes para fazer um bolo e Maria Beatriz era a caixa do supermercado. Sandra gastou 7 TAPs e dispunha de 10 TAPs, sendo assim, Maria Beatriz deu o troco da seguinte forma: 8 (entregou um TAP), 9 (entregou mais um TAP) e 10 (entregou outro TAP). Explicitamente o que ela fez foi resolver a equação: 7 + x = 10. Depois entregou o troco de outra maneira: devolveu 3 TAPs. Explicitamente o que ela fez foi: 10 - 7 = x. Para encerrar, a dupla mostrou esse vídeo:


Percepções pessoais: achei os exemplos da apresentação muito esclarecedores e achei essa teoria bem interessante!



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Aula do dia 20/10 - Vygotsky

Relato da aula do dia 20/10/15.

Iniciamos a aula com a leitura de um diário de bordo, do dia 06/10, leitura feita pela mestranda Raíra. Thiago Alex leu seu diário de bordo do dia 13/10.

A professora reforçou que para Piaget os estágios de desenvolvimentos não são amarrados, uma criança de 8 anos ainda pode estar no estágio pré-operacional, porém, para Piaget não há retrocessos. Pedro, referente à aula passada (13/10) comentou que encontrou dois artigos sobre educação e pessoas com deficiências, um sobre surdos e outro sobre autistas.

Eu apresentei o plano de aula do Jakson. Os conteúdos dessa aula eram evolução biológica, fixismo, neotenia e órgãos vestigiais. Esta aula foi elaborada seguindo o teórico Paulo Freire. Interessante que Jakson disse que ele apresenta o que diversas culturas e crenças entendem pelo surgimento do universo e mostra a visão da ciência sobre a origem do universo, em nenhum momento diz que tal concepção é certa ou errada. Luí apresentou um vídeo pertinente ao assunto: evolução x criação. 

Lúcio sugeriu fazer uma espécie de livro, sobre a diversidade da turma, tantas áreas diferentes, mas com aspectos em comum, mostrando um pouco sobre a primeira turma do PPGCEMT - UDESC-CCT.

A professora fez algumas considerações sobre a apresentação de Piaget: disse para ter cuidado com citações muito longas nos slides e achou os vídeos bem interessantes e ilustrativos.

Eu li os termos do glossário de Gardner, e conforme a turma solicitou, li as definições de inteligência, idiossincrático e professor. Na definição de professor, aparece que ele deveria ser liberado para ensinar, tendo em vista que outros os ajudariam, como os especialistas em avaliação. Daí surgiu uma discussão sobre a questão, que é complexa, da avaliação. Comentamos sobre um período no qual na UDESC havia um projeto de provas unificadas. Ressaltamos sobre a importância de avaliar de formas diferenciadas, por exemplo, um aluno pode ser péssimo com a escrita, mas ótimo apresentando um trabalho. Isso vai de encontro a multiplicidade da inteligência de acordo com Gardner.

Pamela leu o glossário de Piaget, bem completo, com vários termos. Foram lidas as definições de esquema, acomodação, filogênese, concepção de sujeito e pensamento. A professora destacou que tanto no construtivismo como no sociointeracionismo, não se usa o termo indivíduo, e sim sujeito.

A professora deu algumas orientações de como funciona o processo de submissão de artigo para um revista, usando o exemplo da revista da qual é avaliadora - Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tencologia

Clarina apresentou suas observações de aula. Ela acompanhou uma professora de Matemática no 5º ano, na escola em que trabalha - Escola Municipal Prefeito Nilson Wilson Bender. A professora mostrou-se ausubeliana. Clarina comentou como essa professora observada era calma e não alterava o tom de voz e respeitava diferenças na forma como os alunos resolviam os exercícios.

Depois da pausa para o lanche, Elaine e Sandra literalmente vestiram a camisa e iniciaram sua apresentação sobre o russo Vygotsky (1896 - 1934) [Лев Семёнович Выготский]. Apresentaram sua biografia, destacando que ele possuía múltiplas inteligências. Além disso, ele mesmo criou uma revista e lá fazia publicações. Ele estava no fogo cruzado entre os gestaltistas e o pragmatismo americano (estímulo-resposta). Vygotsky era marxista, mais voltado para a questão filosófica do marxismo, e não política. Para Vygotsky, o homem é um sujeito ativo, crítico, transformador. 

Vygotsky, de acordo com a professora, publicou 200 artigos, isso que faleceu com 37 anos e vivia na época dos czares, podendo ser que alguns artigos se perderam. A professora comentou que Piaget lamenta não ter conversado com Vygotsky. Imaginem o que essa "trocara de figurinhas" poderia render! 

Comentaram sobre a dialética, que seria um insight para que o homem se toque de que é crítico. É a compreensão do papel do homem na sociedade. Aqui lembramos de Paulo Freire. Quanto a dialética, a professora comentou que uma tese implica numa antítese que implica numa síntese que por sua vez pode implicar numa tese.



Falaram sobre Karel Kosik, a coisa em si. Você já aprende antes de aprender formalmente. Apresentaram sobre o desenvolvimento filogenético, ontogenético, sociogenético e microgenético. Um exemplo de sociogenético é a adolescência, que é uma questão cultural, mas a puberdade é uma questão biológica. 

Falaram também sobre mediação, instrumentos, signos, interação social e a zona de desenvolvimento proximal. Para Vygotsky o professor é um mediador, uma ponte.

Percepções pessoais: foi uma apresentação interessante, as duas se mostram com domínio do conteúdo e uma clareza nas explicações. Principalmente a Elaine, me admira a sua desenvoltura em apresentar, ela fala muito bem, de forma clara com uma propriedade que prende a atenção, e mostra uma riqueza de vocabulário. 

Mostraram um trecho deste vídeo:



Sandra indicou um vídeo que não deu tempo de ser mostrado em sala: 




Apresentação Vygotsky

Mural Vygotsky

Contribuições da professora sobre Vygotsky.